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© 2022 Amazonas Atual
Sandoval Alves Rocha

Desarmar é preciso

28 de outubro de 2022 Sandoval Alves Rocha
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A Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou o período de 24 a 30 de outubro como a semana do desarmamento e da paz. A iniciativa visa coibir o uso de armas, atuando para abolir a cultura da violência. Por mais razoável e recomendada que seja tal atitude, ela encontra resistência em alguns grupos e empresas que prosperam incentivando a agressão e a guerra.

Solapando os esforços de construção da paz, o governo Bolsonaro tem estimulado a aquisição de armas de fogo pela população desde o começo do seu mandato. Além de ressuscitar o espectro da fome no Brasil e ignorar a gravidade da pandemia da Covid-19 (que produziu a morte de 700.000 brasileiros), o mandatário trabalhou arduamente para facilitar o porte de armas, criando um cenário desfavorável às práticas do diálogo e da paz.

De acordo com Anuário de Segurança Pública divulgado em junho desse ano, o número de licenças para armas de fogo subiu 473,6% de 2018 a 2022. No período, o número de registros subiu de 117.467 para 673.818 armas. A flexibilização para a posse de armas constitui uma das principais bandeiras do governo Bolsonaro. Devido a essa campanha armamentista, o Brasil registra atualmente 4,4 milhões de armas de fogo em estoques particulares, estando esses dígitos em plena ascensão.

Segundo o mesmo Anuário, entre 2013 e 2021, mais de 43.000 pessoas morreram vítimas durante intervenções policiais. Desses assassinatos, 84,1% eram negros. Com efeito, o Instituto Sou da Paz destaca que os principais alvos dessas tragédias são os moradores das periferias, mulheres, jovens negros e população LGBTQIA+. Após mais de 40 decretos de Bolsonaro, brasileiros compram 1.300 armas por dia.

Essa campanha da morte tem agradado efusivamente os bolsonaristas, que compõem o principal usuário desse tipo de produto. No entanto, as indústrias de armas se alegram de forma especial com tal onda armamentista. A Taurus, principal fabricante de armas do Brasil, teve lucro líquido de R$ 307 milhões em 2018. Em 2021, essa fábrica lucrou R$ 1,3 bilhão, um aumento de 323%.

Tal culto à morte é incompatível com os anseios de vida digna acalentados pelo povo brasileiro. Esses sonhos iluminados a cada alvorecer e regados com suor e trabalho não encontram apoio nos tempos atuais, quando ainda nem conseguimos superar os traumas da Ditadura Militar. Os últimos 4 anos distanciaram tais sonhos da sua realização, mas no próximo dia 30 de outubro os brasileiros e brasileiras novamente se encontrarão diante da oportunidade de lutar por eles.

Há consciência de que o novo presidente não fará milagres, pois o Brasil precisa ser reconstruído pouco a pouco e resgatado das ruinas. Mas é também perceptível a esperança que se recompõe lentamente. A democracia já é uma conquista a ser comemorada, mas o Brasil não se contenta somente com isso. A reconstrução não começará com as armas, mas com as urnas. As armas apenas matam e destroem vidas, famílias e sonhos.

Para reconstruir é preciso se desarmar, dando espaço para o diálogo, para a paz e para a participação. Assim, a democracia brasileira, embora jovem, passa por mais uma grande prova. A democracia brasileira não precisa de armas, mas de paz para trilhar o longo caminho do amadurecimento.


Sandoval Alves Rocha é doutor em Ciências Sociais pela PUC-RIO. Participa da coordenação do Fórum das Águas do Amazonas e associado ao Observatório Nacional dos Direitos a Água e ao Saneamento (ONDAS). É membro da Companhia de Jesus/Jesuítas e professor da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP).

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

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Assuntos armas de fogo, Desarmamento, Jair Bolsonaro
Cleber Oliveira 28 de outubro de 2022
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