
Por Thiago Gonçalves, do ATUAL
MANAUS – Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (27), o delegado Ricardo Cunha, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, disse que o cabo da Polícia Militar Bruno Everson Pinto dos Santos, que está preso, acompanhou e deu suporte a uma entrega de drogas em que houve troca de tiros com policiais civis. Na operação, o investigador Luciano Carvalho Sena foi morto. O caso ocorreu no bairro Alvorada, na zona centro-oeste de Manaus, na sexta-feira (24).
Ricardo Cunha disse que Bruno Everson atuou como “escolta” de Rafael Pereira Freitas no transporte de drogas. A picape prata do policial aparece em imagens de câmeras de monitoramento estacionada em rua paralela onde houve o conflito. Cunha disse que o grupo era monitorado há três meses. Na abordagem policial, o investigador Luciano Carvalho Sena foi atingido a tiros no pescoço.
Leia mais:
“Ele [Bruno Everson] estava fazendo acompanhamento do Rafael em ruas próximas e em outras ocasiões ele também utilizou o seu veículo para fazer transporte de material ilícito”, disse o delegado.
A Polícia Civil informou que seis pessoas foram identificadas por participação no esquema. Cinco estão presas. Rafael morreu em ação policial na madrugada de sábado (25). Ele foi localizado em Itacoatiara (distante 269 km de Manaus), reagiu à abordagem policial e foi baleado.
Leia mais:
Sua esposa, Mayara Silva da Silva, que estava com ele no momento da morte do investigador, também está presa. Meirilany Silva da Silva, irmã dela, foi presa preventivamente, mas colocada em prisão domiciliar por estar grávida. O Ministério Público recorreu e a Justiça restabeleceu a prisão preventiva, mas ela não foi localizada após a nova decisão judicial e é considerada foragida
O carro utilizado por Rafael e Mayara na fuga foi localizado abandonado no bairro Alvorada. No veículo, os policiais encontraram cinco pacotes de maconha.
