
Do ATUAL
MANAUS – Em entrevista coletiva nesta terça-feira (17), a delegada Juliana Tuma, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente do Amazonas, disse que um homem de 64 anos, suspeito de estupro contra uma menina de 12 anos, era protegido por pastores de igreja evangélica na Comunidade Açutuba, no Distrito de Iranduba, Região Metropolitana de Manaus. A vítima era estuprada desde os 10 anos.
Juliana Tuma disse que o suspeito conheceu a menina na congregação e oferecia lanche e dinheiro, de R$ 20 a R$ 50. Conforme a delegada, após estabelecer confiança, convidou a menina para ir até a casa dele onde começou a cometer os abusos. Juliana Tuma disse que o suspeito gravava vídeos e chantageava a menina.
“Ele estava sendo escondido por algumas pessoas e, ao perceber a chegada da polícia, tentou escapar pulando para o muro para um beco. Conseguimos identificá-lo e conversamos com as pessoas que estavam ali, que se apresentaram como evangélicas e se diziam pastores cristãos”. disse a Juliana Tuma.
A polícia soube do caso pelo Conselho Tutelar, que recebeu denúncia anônima. “Em seu depoimento, ela relatou que esse homem de 64 anos lhe oferecia várias quantias em dinheiro, como R$ 20, R$ 30 e R$ 50, além de lanches, desde que ela tinha 10 anos. Ela o conheceu na igreja onde congregava desde pequena, e ele a atraiu para sua casa, onde começaram a ocorrer os abusos,” disse.
Ainda segundo a delegada, os pais não desconfiaram de nada e a criança se sentia intimidada, por isso também nunca contou sobre os abusos. “Não há indícios de negligência por parte dos pais da criança. São pessoas simples e humildes. Eles, por cofiarem nos líderes da igreja e no abusador, nunca desconfiaram de nada. Toda a família congrega nesta igreja”, disse a delegada. “Vamos investigar essas pessoas por favorecimento pessoal”.
