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Economia

Covid-19 e perda de renda influenciam adiamento de compras, mostra pesquisa

24 de maio de 2021 Economia
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Consumidores pagaram mais caro em seis capitais pesquisadas pela FGV (Foto: Wilson Dias/ABr)
Pandemia mudou hábito do consumidor (Foto: Wilson Dias/ABr)
Por Eduardo Cucolo, da Folhapress

SÃO PAULO – Sete em cada dez consumidores brasileiros têm adiado compras de bens ou serviços por causa da pandemia, de acordo com sondagem especial realizada pelo FGV-Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) em abril. O percentual é superior aos 62% registrados em outubro do ano passado.

Questionados sobre os motivos para o adiamento, 50% afirmam que está relacionado à piora da questão sanitária e 38% citam a perda de renda com medidas mais restritivas.

Em relação à pesquisa anterior, subiu o percentual daqueles que estão poupando por precaução (32% para 37%) e dos que estão com medo do desemprego (20% para 26%).

Praticamente dobrou o percentual dos que citam o fim das reservas de poupança (11% para 23%) e a dificuldade de obter emprego (12% para 22%). Também cresceu o percentual dos que afirmam que não conseguem pagar os gastos correntes (9% para 15%).

Foram consultados por telefone 1.631 consumidores de 1º a 24 de abril.
A maior parte dos que estão adiando compras continua sendo a dos consumidores de renda mais baixa. Os de renda mais alta são os que mais estão poupando, segundo Viviane Seda Bittencourt, do FGV-Ibre.

“Os consumidores que têm margem maior para consumir, estão esperando o momento mais propício para usar esses recursos, guardando de forma precaucional. Os que têm menor margem estão endividados, com dificuldade de obter emprego”, disse.

Viviane afirma que o Ibre tem se reunido com instituições de pesquisa de outros países, que têm encontrado resultados semelhantes em suas sondagens. Um resultado em comum é o aumento na poupança dos consumidores, exceto em países muito pobres, como África do Sul.

Outro ponto compartilhado é a visão de que o consumo de serviços só será retomado de fato quando as pessoas passarem a se sentir seguras após a vacinação. “A única solução visível para as empresas está sendo a velocidade da vacinação, para que os consumidores voltem a consumir normalmente e a demanda retome”, diz.

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Assuntos consumo, FGV/Ibre, pandemia de Covid-19, perda de renda
Cleber Oliveira 24 de maio de 2021
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