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Economia

Conta de luz e gasolina reflete no índice de inflação ao consumidor

7 de dezembro de 2017 Economia
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Alta no preço do combustível foi o que mais gerou impacto na inflação de novembro (Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas)

Do Estadão Conteúdo

BRASÍLIA – Apesar de uma nova queda nos preços dos alimentos, os aumentos na conta de luz e nos combustíveis pesaram mais na inflação ao consumidor registrada pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) em novembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira, 7. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) teve um avanço de 0,36% no último mês, após uma alta de 0,33% em outubro.

Três das oito classes de despesa tiveram taxas de variação mais elevadas. A contribuição de maior magnitude para o avanço do IPC-DI partiu do grupo Transportes, que passou de 0,08% em outubro para 0,80% em novembro, sob influência do item gasolina, cuja taxa saiu de -0,18% para 3,17% no período.

Os demais acréscimos ocorreram em Educação, Leitura e Recreação (de -0,12% para 0,33%) e Habitação (de 0,70% para 0,77%), sob impacto de passagem aérea (de -6,88% para 3,88%) e tarifa de eletricidade residencial (de 3,37% para 3,98%), respectivamente.

Na direção oposta, as taxas foram menores em Alimentação (de 0 24% para -0,26%), Despesas Diversas (de 0,32% para 0,08%), Comunicação (de 0,55% para 0,40%), Vestuário (de 0,05% para 0 01%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,42% para 0,39%), com destaque para os itens hortaliças e legumes (de 10,29% para -3 91%), cigarros (de 1,02% para 0,02%), tarifa de telefone móvel (de 1,37% para -0,04%), roupas (de 0,19% para -0,01%) e medicamentos em geral (de 0,17% para 0,08%), respectivamente.

O núcleo do IPC-DI registrou alta de 0,23% em novembro, ante avanço de 0,24% em outubro. Dos 85 itens componentes do IPC, 37 foram excluídos do cálculo do núcleo. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com aumentos de preços, foi de 50,30% em novembro, 7,10 pontos porcentuais abaixo do resultado de 57 40% registrado em outubro.

Construção

As despesas com materiais e serviços na construção subiram menos mas o custo da mão de obra aumentou ligeiramente mais, o que levou a inflação do setor a encerrar novembro no mesmo patamar de outubro, dentro do IGP-DI.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI) registrou elevação de 0,31% em novembro, mesma taxa de variação do mês anterior (0,31%). O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços teve elevação de 0,63% em novembro, ante uma alta de 0 67% em outubro. Já o índice que representa o custo da Mão de Obra teve um aumento de 0,05% em novembro, após um ligeiro crescimento de 0,01% em outubro.

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Assuntos brasil, economia, FGV, inflação, transporte
Redação 7 de dezembro de 2017
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