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Dia a Dia

Confronto com garimpeiros será derramamento de sangue, diz líder indígena

27 de outubro de 2022 Dia a Dia
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Dário Kopenawa alerta para risco iminente de conflito de Yanomamis contra garimpeiros e traficantes (Foto: Victor Moriyama/ISA)
Dário Kopenawa alerta para risco iminente de conflito de Yanomamis contra garimpeiros e traficantes (Foto: Victor Moriyama/ISA)
Do ATUAL com InfoAmazonia

MANAUS – O povo Yanomami teme a possibilidade de um conflito direto com invasores em suas terras, principalmente garimpeiros. Segundo Dário Kopenawa, vice-presidente da Hutukara Associação Yanomami, 20 mil garimpeiros se instalaram nos últimos anos no território, entre Roraima e Amazonas. A área é homologada desde 1992 e dá aos indígenas o direito à proteção.

Dados do Amazônia Minada, projeto do InfoAmazonia que monitora os requerimentos para garimpos registrados na ANM (Agência Nacional de Mineração), mostram que a terra Yanomami é a 3ª no ranking de pedidos. Já foram solicitadas licenças para explorar 3.676.125 hectares. São 501 pedidos desde 1974 e estão válidos. Entre 2018 e 2022 foram 13 solicitações; em 2017, duas; e em 2016, uma.

De acordo com relatório da Hutukara elaborado em parceria com o Instituto Socioambiental, somente em 2021 os Yanomamis registraram 15 ataques à Comunidade Indígena Palimiu (RR) e, pela primeira vez, a presença de narcotraficantes.

Segundo investigação da Dicap (Divisão de Inteligência e Captura), do sistema prisional de Roraima, os criminosos são contratados como seguranças e vigias de garimpos e entram conflito entre si por acusações de roubos. O uso de drogas também aumentou no território.

Dário Kopenawa disse, em entrevista ao InfoAmazonia, que o risco de confronto é grande e pode gerar uma guerra entre yanomamis e invasores.

Garimpo ilegal atuando na Terra Yanomami (Foto: Divulgação)
Garimpo ilegal atuando na Terra Yanomami (Foto: Divulgação)
InfoAmazonia- São constantes os conflitos e ataques que vocês vivenciam. Você acredita que existe a possibilidade de ocorrer um confronto mais grave?

Dário Kopenawa – Eu represento quase 30 mil yanomamis e 363 aldeias do meu território. Nós estamos com muito medo disso, porque os invasores entram com armamentos muito pesados. São metralhadoras, pistolas, fuzis. São armas de guerra que já estão na terra, já entraram.

Eu já avisei os guerreiros, porque eles pedem permissão, mas avisei que se isso acontecer [um conflito generalizado], nós vamos morrer. Não podemos ir com flechas e eles com forte armamento. Se isso ocorrer, vamos morrer. Nós podemos fazer denúncias, isso podemos fazer, mas nós estamos muito preocupados. Os guerreiros querem confrontar, mas não é assim. Vai ser um derramamento de sangue muito grande. Por isso estamos pedindo a desintrusão completa. Estamos tentando controlar e evitar esse confronto, tentando e pedindo ajuda das autoridades, mas temos muito medo do que pode acontecer. Os guerreiros querem confrontar, mas não é assim. Vai ser um derramamento de sangue muito grande.

InfoAmazonia – Sobre a presença do narcotráfico na TI Yanommami, você pode falar sobre a relação desses criminosos com o garimpo ilegal?

D.K – As denúncias que escutamos dos yanomamis é que existem criminosos ligados ao PCC dentro da nossa terra. Isso nós já denunciamos para a Funai e Polícia Federal. Eles estão lá dentro e cresce a circulação de maconha, cocaína, álcool. Os grandes empresários, donos das balsas de garimpo, contratam essas pessoas para vigiar as coisas deles . E aqui nós temos a fronteira com a Venezuela. O exército brasileiro tem uma fronteira, mas eles não fazem monitoramento de segurança e soberania. Tem garimpo venezuelano, garimpo brasileiro. Eles invadem livremente.
 

InfoAmazonia – Na última semana, o Governo Federal divulgou que houve uma operação na TI Yanomami, que durou 24 dias e prendeu 16 pessoas. Também foram apreendidas aeronaves, embarcações e combustíveis. Como vocês avaliam essas ações?

D. K – O que nós queremos é uma operação regional, que faça a desintrusão completa e a fiscalização da nossa terra. Isso (a operação) não resolverá. É apenas uma estratégia do governo para dizer que está fazendo algo, porque estamos cobrando muito. Mas o que precisamos é eliminar o garimpo ilegal e isso não está acontecendo. Uma semana depois dessas prisões já tem mais 20 garimpeiros lá. Eu não sou contra operações, mas na minha opinião é um desperdício, porque é muito gasto e não tem muito resultado. Tem dois anos que fazem operações assim, apreendem cocaína, muita gasolina, as pessoas são presas, prestam depoimento e depois voltam. Esses caras não ficam presos de verdade.
 

InfoAmazonia – Qual a participação do governo Bolsonaro neste contexto de invasões e conflitos na TI Yanomami?

D. K – Bolsonaro sozinho não teria poder. Os brancos votaram em pessoas ruins para violar o direito brasileiro, incluindo dos povos indígenas. Por isso o fortalecimento dos invasores nos nossos territórios. É o desmatamento, a poluição, a pobreza nas cidades, assassinatos dos indígenas. Muita gente morrendo. Ele (Bolsonaro) abriu os canais dos invasores. Ele defende o garimpo ilegal. O Presidente da República defende criminosos. Ele não tem governabilidade, quebra lei brasileira, viola a constituição. É uma pessoa ruim, não respeita a população brasileira. Como os brancos falam, ele não conhece a democracia. Ele quer matar a democracia.

Eu critico os eleitores e critico o governo Bolsonaro. Ele está sujando e cometendo crimes contra a humanidade. O Brasil derramou sangue dos negros, não indígenas, quilombolas, indígenas. O Brasil nosso está cheio de sangue porque a gestão do governo Bolsonaro não tem segurança com a população brasileira. A gestão do Bolsonaro derramou muito sangue no Brasil, essa é a opinião do povo Yanomami. O Presidente da República defende criminosos. Ele não tem governabilidade, quebra lei brasileira, viola a constituição. É uma pessoa ruim, não respeita a população brasileira.

InfoAmazonia – Em nota recente vocês também alertaram que outra medida protetiva foi tirada de vocês. As Bases de Proteção Etnoambiental que existiam na TI foram destruídas?

D. K – Isso nós pedimos de novo na carta sobre o assassinato do Cleomar. Pedimos de novo porque em alguns pontos essas bases ainda não foram construídas. É isso o que falo sobre a desintrusão e a fiscalização. Precisamos coibir a entrada dos invasores. Há quase dois anos estamos pedindo uma base na Comunidade Korekorema, que é muito movimentada por garimpo ilegal. Esse ano de novo isso não foi construído. Essa comunidade já foi atacada diversas vezes, em junho do ano passado os yanomami foram cercados por balas e bombas de gás. Então nós precisamos que as políticas indigenistas voltem a funcionar.
 

InfoAmazonia – Na última semana vocês também divulgaram uma nota informando a morte de nove crianças, por diarreia e malária…

D. K – Malária tem cura. Diarreia tem cura. Desnutrição tem cura. Mas aqui nós não temos remédios. Falta remédio e falta tratamento. São os próprios garimpeiros que estão sujando nossos rios, trazendo doenças, contaminando o solo, transmitindo tudo de ruim. Essas nove crianças foram as que conseguimos investigar, mas existem outros casos em outras comunidades. Nós perguntamos nas reuniões e escutamos relatos ‘ah, na minha comunidade morreram cinco’, ‘na minha morreram três’. Faltam profissionais e falta organização dos distritos de saúde. É muita irresponsabilidade. O mercúrio está matando nossas crianças. Não tem remédio por causa da corrupção em Roraima. O mercúrio está matando nossas crianças. Não tem remédio por causa da corrupção em Roraima.

InfoAmazonia – Como essa corrupção se dá?

D. K – Corrupção que digo é o desvio de recurso de saúde. Se não tem corrupção, a saúde está bem. As crianças não estariam morrendo. Teria remédio, teria dipirona, teria remédio de verme, teria remédio de cobra, tudo abastecido. Eles desviam remédio, desviam recursos e por isso nós não temos assistência. É disso que falo sobre corrupção.
 

InfoAmazonia – Quando criança você vivenciou o massacre do Haximu, em que 16 yanomamis foram assassinados. Depois desse período, a terra de vocês passou por um momento em que os intrusos eram em menor número. Com o retorno do garimpo ilegal, o que mudou na sua vida cotidiana na aldeia?

D. K – Na minha infância eu não vi o meu povo crescendo de forma saudável. Eu vi muita dor, muito sofrimento. Vinte anos atrás o garimpo ilegal acabou, porque nosso território foi demarcado. Foi o melhor momento nas nossas aldeias, a população cresceu muito, nossas crianças estavam saudáveis, eu passei a estudar, conhecer as sociedades dos meus parentes e também dos brancos. Foi a vitória da nossa demarcação.

Eu não sabia que o que eu vi na minha infância e o conhecimento que eu tive seriam importantes para a nossa luta agora. Mas depois eu percebi que me tornei um ativista, entrei nas redes sociais, comecei a falar e pedir pelo nosso povo. O garimpo voltou depois de 20 anos e parece que voltamos pra década de 80, quando eu era criança. Esse problema cresceu de novo. Estamos sendo ameaçados, perseguidos, muito sangue derramado. Agora eu sei que o que eu vivi está servindo para eu fazer essas denúncias e me tornar porta voz das minhas comunidades.

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Redação 27 de outubro de 2022
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