
Do ATUAL
MANAUS – A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou na noite deste domingo (2) os perfis de criminosos mortos durante a Operação Contenção, deflagrada no dia 28 de outubro, terça-feira. Segundo a lista oficial, nove deles tinham origem no Amazonas e histórico ligado ao crime organizado.
Entre os mortos, o mais destacado é Francisco Myller Moreira da Cunha, conhecido como “Gringo” ou “Suíça”, nascido em Manaus, liderança do Comando Vermelho no Amazonas, com uma anotação criminal por homicídio e sete procedimentos por tráfico e porte de arma no estado, com mandado de prisão ativo.
Em seguida, Cleideson Silva da Cunha, o “Loirinho”, também de Manaus e braço direito de Francisco Machado dos Santos (“Macaco”), possuía três mandados de prisão pendentes por homicídio, tráfico de drogas e roubo qualificado.
Outro nome destacado é Douglas Conceição de Souza, o “Chico Rato”, liderança do tráfico no bairro Tancredo Neves em Manaus, com três anotações criminais e mandado de prisão ativo.

Francisco Machado dos Santos, o “Macaco”, natural do Amazonas, possuía histórico criminal por furto, roubo e homicídio, com dois mandados de prisão.
Cleiton Souza da Silva, com seis anotações criminais por tráfico de drogas, associação para o tráfico, furto de energia elétrica e homicídio, era apontado como gerente do tráfico da Favela do Lixo, em Cabo Frio, e estava evadido.
Waldemar Ribeiro Saraiva, que possuía anotação criminal no Amazonas por porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Completam a lista Jorge Santos dos Anjos, com antecedentes por tráfico de drogas e homicídio e mandado de prisão, Lucas Guedes Marques, com duas anotações criminais e mandado de prisão ativo, e Hito José Pereira Bastos, conhecido como “Dimas” ou “Big Dimas”, com uma anotação criminal por associação ao tráfico, três procedimentos policiais no Amazonas e procedimento policial no Pará.

“A apuração concluída é o verdadeiro retrato do cenário que eu venho insistentemente falando. Foi um duro golpe na criminalidade. Entre os que morreram ao reagir à ação das forças policiais, havia diversos líderes criminosos. Inclusive de outros estados, como chefes do tráfico do Espírito Santo, Amazonas, Bahia e Goiás”, disse o governador Cláudio Castro.
O secretário de Polícia Militar, Coronel Marcelo de Menezes, ressaltou que os confrontos ocorreram com criminosos que reagiram à ação policial.
A operação deixou 121 mortos, sendo 4 policiais. O número fez dela a ação mais letal da história do Brasil, superando o massacre do Carandiru, que teve 111 mortos, em outubro de 1992.
