
Do Estadão Conteúdo
SÃO PAULO – Depois da eliminação na Libertadores nas semifinais para o Estudiantes-ARG, nos pênaltis, o Flamengo se recuperou do revés. O time de Leonardo Jardim empatava com o Atlético-MG até os acréscimos finais, mas no último lance conseguiu a vitória com gol de Carrascal, de pênalti, por 3 a 2, no Maracanã, sore o Atlético-MG, e manteve a liderança do Campeonato Brasileiro na 32ª rodada.
Com o resultado, o Flamengo soma 70 pontos, a apenas um ponto para o Palmeiras, segundo colocado com 69. O confronto direto entre a dupla está marcado para novembro, pela 36ª rodada. O Atlético-MG perdeu a chance de entrar na zona de pré-Libertadores, seguindo em sexto lugar, com 50 pontos.
A pressão estava recaindo sobre o técnico Leonardo Jardim. Com protestos tímidos da torcida, o treinador viu Eduardo Domínguez melhorar a equipe mineira com as substituições, enquanto as mudanças cariocas não surtiram efeito. A sorte foi um pênalti de Lodi no último lance em cima de Léo Pereira e convertido por Carrascal.
Pressionado, o Flamengo teve outra postura da partida da Libertadores, aumentou a produtividade no setor ofensivo, mas seguiu com a efetividade baixa. Tanto que os gols saíram mais por falhas individuais do Atlético-MG do que mérito dos atacantes. Ao contrário dos gols sofridos, onde os mineiros trabalharam a bola e marcaram com contra-ataques impecáveis.
O Flamengo agora tem pela frente o clássico contra o Vasco, na quinta-feira (29), às 20h, no Engenhão. Mais cedo, às 19h30, o Atlético-MG também encara seu maior rival, o Cruzeiro, no Mineirão. O time mineiro divide as atenções com a Copa do Brasil, onde tem o primeiro jogo da semifinal no domingo, contra o Grêmio, em Porto Alegre (RS).
O jogo
Pressionado pela eliminação e pela baixa produtividade na Libertadores, o Flamengo adotou outra postura no início da partida. Apesar de subir as linhas e forçar o erro no campo de ataque, foi surpreendido aos seis minutos pelo Atlético-MG. Com a defesa bem postada, armou o contra-ataque com Preciado que serviu para Bernard bater no contrapé de Rossi e abrir o placar. O gol não intimidou o time carioca. Empurrado pela torcida seguiu com o controle da partida e posse de bola bastante ofensiva.
De tanto pressionar, o Flamengo contou mais com a sorte para empatar. Plata cruzou, contou com a contribuição de Gabriel Delfim e sem querer conseguiu deixar tudo igual, aos 33 minutos. A igualdade fez o tom subir na arquibancada e se traduziu em campo. Em uma blitz carioca, brilhou a individualidade de Arrascaeta. O camisa 10 tabelou com Samuel Lino, fintou o marcador e bateu cruzado para virar o marcador antes da ida para o intervalo.
A segunda etapa manteve o mesmo panorama e praticamente teve o mesmo efeito do começo da partida. Enquanto o Flamengo era ataque total, o Atlético-MG soube sair da pressão e balançou as redes. Victor Hugo achou lindo lançamento para Renan Lodi nas costas da defesa. O lateral entrou sozinho e pegou de primeira para marcar um belo gol. Desta vez o time da casa sentiu o baque Sem conseguir ter a posse da bola, as arquibancadas passaram a perder a paciência com os erros.
O duelo ficou aberto. O Flamengo, quando teve um pouco mais de calma, viu Bruno Henrique perder um gol que não costuma de cabeça. Enquanto os mineiros melhoraram com a oxigenação no ataque e Bernard também desperdiçou grande chance. Com o final se aproximando, o time de Leonardo Jardim se desorganizou em campo e as poucas chances apareciam mais na pressão. Até que no último lance, Lodi fez pênalti em Léo Pereira e Carrascal manteve a liderança do Flamengo no Brasileiro.
Flamengo
Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro (Ayrton Lucas); Erick Pulgar, Jorginho (Lucas Paquetá) e Arrascaeta (Joaquín Freitas); Plata (Carrascal), Pedro (Bruno Henrique) e Samuel Lino. Técnico: Leonardo Jardim.
Atlético-MG
Gabriel Delfim; Natanael, Vitão, Lyanco e Renan Lodi; Alan Franco, Maycon (Castaño), Preciado (Minda), Igor Gomes (Renier) e Bernard (Alexsander); Victor Hugo (Vitor Hugo). Técnico: Eduardo Domínguez.
