
Do ATUAL
MANAUS – Com cinco câmaras de Oxigenoterapia Hiperbárica, o Hospital Delphina Aziz, na zona norte de Manaus, oferecerá pela primeira vez na rede pública de saúde do Amazonas medicina hiperbárica para pacientes com feridas complexas, queimaduras e infecções graves. Os equipamentos foram inaugurados nesta sexta-feira (10) pelo governador interino Roberto Cidade.
“São equipamentos modernos, os primeiros do estado, que vão ajudar muito no tratamento de pacientes com complicações do diabetes, queimaduras graves e outras situações complexas. É uma entrega que traz esperança para quem mais precisa”, disse o governador.
A tecnologia acelera a recuperação de tecidos e melhora a resposta clínica de pacientes em estado grave.
A Oxigenoterapia Hiperbárica consiste na inalação de oxigênio puro em ambiente pressurizado, com pressão superior à atmosférica. Nessas condições, ocorre um aumento significativo da quantidade de oxigênio no sangue, permitindo maior alcance aos tecidos com circulação comprometida. Desde fevereiro, mil procedimentos foram realizados no Hospital Delphina Aziz.
As sessões duram entre 90 e 120 minutos e funcionam como terapia complementar, potencializando tratamentos já realizados, como cirurgias e uso de antibióticos. A técnica é indicada para casos como infecções graves, queimaduras, lesões por radiação, intoxicações e feridas de difícil cicatrização.

Na prática, a terapia acelera a cicatrização, reduz infecções e diminui o risco de amputações, além de contribuir para a recuperação de pacientes críticos. Também melhora a eficiência do sistema de saúde, ao reduzir o tempo médio de internação, liberar leitos com mais rapidez e diminuir o uso prolongado de medicamentos de alto custo.
O paciente Márcio Couto, de 51 anos, teve um ferimento no dedo e precisou do serviço da câmera hiperbárica após realizar uma amputação. “O processo de cicatrização é muito bom porque você ganha tempo, tem o tempo otimizado para ficar com a sua família e passar menos tempo no hospital, porque quanto menos tempo você passar longe de um ambiente hospitalar para viver sua vida normal, é melhor”, afirmou Marcio.
