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Com greve na Petrobras, produção de petróleo cai 1,1% em novembro

4 de janeiro de 2016 Economia Economia.
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petrobras divulgação
A greve dos trabalhadores da Petrobras foi iniciada no dia 1º de novembro, com adesão de duas grandes centrais sindicais que paralisaram atividades em mais de 50 unidades de produção (Divulgação)

BRASÍLIA – Após mais de 15 dias de greve de trabalhadores da Petrobras em novembro, a produção de petróleo no País caiu 1,1% na comparação com o mês anterior, segundo balanço da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) divulgado nesta segunda-feira, 4. De acordo com os dados consolidados da agência reguladora, a produção média diária da estatal de óleo e gás caiu quase 400 mil barris por dia, uma retração de 12,6% em relação a outubro. Na época, a companhia relatou perdas médias inferiores a 150 mil barris por dia com a paralisação dos trabalhadores.

De acordo com a ANP, a produção de petróleo somou 2,380 milhões de barris por dia em novembro, um volume 0,9% maior que no mesmo mês de 2014. O balanço divulgado hoje indica também que a produção de gás natural também foi afetada pelo movimento grevista, caindo 3,5% em novembro na comparação com o mês anterior.

“A redução da produção em novembro com relação a outubro teve como principal causa as diversas interrupções de produção, em diferentes plataformas, devido à greve de funcionários da Petrobras, que durou aproximadamente 15 dias”, ponderou a agência reguladora no balanço divulgado ontem.

Em todo o País, considerando outros operadores, a produção total de petróleo e gás teve um volume de 2,972 milhões de barris de óleo equivalente por dia, praticamente estável em relação ao mês anterior. Deste total, 93,8% da produção no País foi oriunda de campos operados pela Petrobras, a maior parte deles em áreas marítimas. Somente a estatal produziu 2,461 milhões de barris de óleo e gás diariamente em novembro, ante um desempenho de 2,816 milhões de barris por dia em outubro – uma queda de 12,6%.

A greve dos trabalhadores da Petrobras foi iniciada no dia 1º de novembro, com adesão de duas grandes centrais sindicais que paralisaram atividades em mais de 50 unidades de produção, terminais de distribuição e regaseificação, além de refinarias e termelétricas. A paralisação reivindicou a interrupção do plano de desinvestimento de ativos da estatal, além de reajuste salarial e manutenção de direitos trabalhistas, carga horária e benefícios corporativos em função da crise financeira na empresa.

A companhia tinha proposto em acordo coletivo a revisão de alguns itens, como benefício farmácia, redução da jornada de trabalho e pagamento de horas extras. Trabalhadores e empresa chegaram a acordo com reajuste salarial superior a 9%, além da criação de um grupo de trabalho para discutir outras alternativas para a saúde financeira da estatal.

Mesmo com a parada dos trabalhadores, em protesto contra o plano de desinvestimento de ativos da estatal e a redução de direitos trabalhistas, a produção no pré-sal cresceu no mês de novembro. Em novembro, a produção do pré-sal totalizou 1,023 milhão de barris de óleo equivalente – uma alta de 1,7% em comparação com outubro.

O Campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, foi novamente o principal campo produtor de petróleo e gás no País, com uma média diária de 380,8 mil barris de óleo por dia e 18,1 milhões de m3 de gás produzidos diariamente. A unidade Cidade de Mangaratiba, em Lula, foi a principal plataforma produtora, com 186,9 mil barris de óleo equivalente produzidos diariamente. Ao todo, cinco poços estão interligados à unidade.

Estadão Conteúdo/ATUAL

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Assuntos Amazonas Atual, Petrobras, petróleo
Valmir Lima 4 de janeiro de 2016
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