
Da Redação
MANAUS – O avanço do novo coronavírus no Amazonas coincidiu com a epidemia de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e afetou o estoque de Tamiflu, medicamento utilizado para amenizar os efeitos das síndromes respiratórias. Sem citar números, o governador do estado, Wilson Lima, disse que há dificuldade para reabastecer a rede pública de saúde com o remédio e pediu ajuda ao governo federal.
Simone Papaiz, secretária de Saúde do estado, disse que o estoque está muito baixo. “A Susam e a FVS (Fundação de Vigilância em Saúde) sinalizaram a necessidade da vinda de mais medicamentos, pois os estoques estão baixíssimos. Nós tivemos um retorno muito positivo do secretário de Ciência e Tecnologia (federal), que sinalizou que está enviando para o Amazonas as dosagens necessárias e o quantitativo para que a gente tenha na rede o Tamiflu disponível para os tratamentos”, disse Papaiz.
Isolamento
O isolamento social também é recomendado como prevenção às síndromes respiratórias, além da vacinação contra a gripe. Wilson Lima pediu que a população respeite as medidas de distanciamento social, que é a melhor maneira de interromper a cadeia de transmissão das doenças, principalmente a Covid-19.
“Pode até ser que você não concorde com as medidas restritivas que são orientados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Pode ser que você não concorde com orientações do Ministério da Saúde, mas não tem outro caminho, não existe outra metodologia adotada em qualquer parte do mundo que seja eficiente no que diz respeito à interrupção da transmissão desse vírus a não ser o isolamento social”, afirmou.
De acordo com Wilson Lima, especialistas apontam que 80% da população vão contrair o coronavirus e é necessário retardar o contágio. “O que nós estamos trabalhando é para retardar essa disseminação para impedir que as pessoas fiquem doentes ao mesmo tempo porque sistema de saúde de nenhum lugar do mundo tem capacidade para atender todo mundo ao mesmo tempo”, disse.
