

Do ATUAL
MANAUS – Com críticas a outros partidos de esquerda, o PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) decidiu na segunda-feira (3) lançar o professor da rede pública municipal Gilberto Vasconcelos como pré-candidato a prefeito de Manaus na eleição deste ano. Gilberto irá disputar o cargo pela segunda vez consecutiva. Ele preside a sigla no estado.
O pré-candidato promete apresentar um perfil “classista e radical”, debatendo um “projeto socialista” para a cidade de Manaus e de “enfrentamento com os interesses dos ricos e poderosos”. “O que temos em Manaus é um imenso abismo de desigualdade social, onde uma ínfima minoria usufrui de quase toda a totalidade do que é produzido aqui”, afirma Gilberto.
“O capitalismo está nos levando para a barbárie climática. Nesse ano de eleição, mais promessas serão feitas, caras novas surgiram, mas nenhum partido da ordem burguesa, de direita ou de esquerda, que buscam gerenciar as crises criadas pelo sistema capitalista, pode dar fim a barbaria que nos espera na próxima esquina”, disse Vasconcelos.
“Somente um projeto revolucionário e socialista pode nos livrar dessa destruição dos recursos naturais do planeta imposta pelo capitalismo. Só um projeto socialista, fincado na independência de classe, pode construir as soluções para que a humanidade não atravesse o ponto de não retorno que os cientistas tanto nos avisam”, completou o pré-candidato.
Ao colocar o nome à disposição, o pré-candidato fez duras críticas a partidos que ele classificou como de “ordem burguesa, de direita ou de esquerda”, e não dispensou comentários sobre partidos de esquerda, como o PT, PCdoB e PSOL. Ele disse que é “de oposição de esquerda, socialista e revolucionária a todos os governos”.
“Nosso compromisso é com os trabalhadores. Não temos relação nenhuma com nenhum governo de nenhuma das três esferas – municipal, estadual e federal. Somos oposição de esquerda a todos eles. Não estamos aqui para vender ilusões, como fazem os partidos cada eleição – que prometem governar para todos e, quando se elegem, favorecem os ricos e tiram o couro da classe trabalhadora”, disse.
“Ou como fazem os partidos reformistas e neo-reformistas como PT, PCdoB e até o PSOL, que propõem uma mudança dentro da ordem, um capitalismo de rosto humano, mas que, ao aliarem-se a setores burgueses e patronais, acabam reproduzindo as velhas práticas dos partidos tradicionais”, completou Vasconcelos.
