Colheita do guaraná cresce no Amazonas e envolve mais municípios

Colheita do guaraná em Urucará: produção cresce e envolve mais municípios (Foto: Bruno Zanardo/Divulgação)
Colheita do guaraná em Urucará: produção cresce e envolve mais municípios (Foto: Bruno Zanardo/Divulgação)

Da Redação

MANAUS – A colheita do guaraná em municípios do Amazonas, que vai de outubro de 2018 a janeiro deste ano, gera empregos temporários pelas famílias produtoras. Doze municípios produzem o fruto que é fornecido para a produção de refrigerantes. A Coca-Cola é o maior comprador. A safra ocorre uma vez por ano.

No guaranazal da produtora Maria Trindade, 54 anos, em Urucará, três novos funcionários foram contratados para ajudar na colheita. Esta safra, estima a produtora, será maior do que a anterior e, por isso, a família investiu em mão de obra temporária. Em 2018, a família produziu 1,1 tonelada do fruto. A expectativa para este ano é chegar a 1,5 tonelada. “Temos mais três pessoas trabalhando nos guaranazais. As pessoas que trabalham com a gente já sabem que todo ano, neste período, a renda extra é garantida. Se eu pudesse morar aqui no guaranazal seria melhor”, diz ela.

No município, a estimativa da Cooperativa Agrofrut, que fornece o fruto das 66 famílias produtoras de guaraná para a Coca-Cola Brasil, é que cada uma contrate até três pessoas para trabalhar no período da colheita. Em média, a colheita e o beneficiamento podem levar de dois a quatro meses.

Na Fazenda Piloto, propriedade de Antônio Carlos Fonseca, 48 anos, e Rosiene Maria Fonseca, 44, o guaraná é produzido há 15 anos. O casal Ângela Nogueira e Fernando Vieira foi contratado para ajudar na colheita. Ângela trabalha na casa de beneficiamento e o marido no guaranazal. À espera do primeiro filho, ela comemora a oportunidade de trabalho neste período.

Meta

Em 2018, o número de municípios que fornecem guaraná para a Coca-Cola Brasil aumentou de cinco para 11. Já em 2019, de acordo com o agrônomo e especialista em agricultura para o Amazonas da empresa, João Carlos Santos, a repercussão do trabalho foi tão boa para os produtores familiares que Autazes passou a incrementar a lista de municípios, atingindo a meta histórica de atuação da Coca-Cola Brasil em 12 municípios no Amazonas. 

Passaram a integrar a lista de novos fornecedores os municípios de Manacapuru, Borba, Itapiranga, Silves, Canutama, Parintins e Autazes. Os municípios que já forneciam guaraná para a companhia e continuam a comercialização são Apuí, Novo Aripuanã, Maués, Urucará e São Sebastião do Uatumã. “Isso demonstra a força que a Coca Cola Brasil tem no interior do Amazonas na aquisição de um produto regional”, destaca João Carlos.   Na última safra, 223 famílias forneceram guaraná para a Coca-Cola. A estimativa este ano é aumentar para 300. O trabalho desenvolvido pelas famílias envolve o cultivo do fruto, a colheita, o beneficiamento, o transporte, além da assistência técnica que a Coca Cola Brasil fornece.

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