
Do ATUAL
MANAUS — Pais de alunos do CPMA (Colégio da Polícia Militar do Amazonas) reclamam que a rematrícula para o ano letivo de 2026 está condicionada ao pagamento de mensalidades à Associação de Pais e Mestres. O ATUAL apurou que o valor é de R$ 60 por mês. Segundo os pais, era uma contribuição apenas voluntária. A escola é pública e não há contrato sobre contribuição para a entidade.
No sistema online de matrícula do CPMA a renovação da matrícula, que é automática nas demais escolas da rede pública do Estado do Amazonas, não é liberada sem a comprovação do pagamento de pendências referentes a 2025.
Nas redes sociais, um policial identificado como sargento A. Santos publicou um vídeo em que explica o passo a passo da pré-matrícula online e menciona que o processo depende da regularização de “pendências”, inclusive financeiras.
Segundo o militar, é necessário acessar a plataforma com login e senha do aluno, conferir se há pendências e, caso existam, realizar o pagamento online ou procurar o Conselho Escolar.
“É aqui que você tem que prestar atenção, que tem pendência lá atrás com o colégio. Havendo a pendência, o sistema não prosseguirá. A pré-matrícula só é liberada após sanar as pendências anteriores. Por exemplo, no caso de uma pendência financeira, você resolve no sistema realizando o pagamento online, por Pix, ou, caso não consiga, resolve no Conselho Escolar”, explica o sargento.
Embora vinculado à rede pública, a Seduc (Secretaria de Estado de Educação) informou que demandas sobre colégios da Polícia Militar é com o comando da corporação.
O ATUAL solicitou nota da PM, que gerencia nove unidades de colégios, sobre os critérios que motivaram a exigência do pagamento para garantir a vaga de alunos aprovados, mas não houve retorno até a publicação da matéria.
