
Do ATUAL
MANAUS — Em 2023, o Amazonas manteve uma tendência distinta da média nacional em relação à realização de cirurgias abdominais como apendicectomias, colecistectomias e correções de hérnias da parede abdominal. Embora a rede privada de saúde tenha um desempenho superior em outras regiões do Brasil, no Amazonas a maioria dos procedimentos ocorreu no SUS (Sistema Único de Saúde).
Os dados, divulgados nesta quarta-feira (30) são da Demografia Médica no Brasil 2025. No estado foram realizadas 3.439 apendicectomias em 2023, com 93,5% dos procedimentos (3.216) no SUS e 6,5% (223) na rede privada.
O Amazonas está em uma situação oposta à média nacional em que a rede privada realiza 34,4% mais apendicectomias do que o SUS. A média nacional foi de 82,06 apendicectomias por 100.000 habitantes em 2022, com um ligeiro decréscimo para 80,74 em 2023.
Em relação às colecistectomias, o Amazonas seguiu o mesmo padrão com 7.216 procedimentos realizados em 2023. Desses, 90,8% (6.551) ocorreram no SUS, enquanto 9,2% (665) foram feitos por meio de planos de saúde.
Esse perfil está em desacordo com a realidade nacional, onde o setor privado realiza 58,7% mais colecistectomias do que o SUS. Em 2023, a média nacional foi de 225,04 procedimentos por 100.000 habitantes, com um pequeno aumento em relação ao ano anterior (212,07 em 2022).
Hérnia
No que diz respeito às cirurgias de hérnia, em 2023 houve 5.098 procedimentos, sendo 88,5% realizados pelo SUS (4.511) e 11,5% (587) pela rede privada. Isso reflete uma disparidade considerável em relação à média nacional, onde o setor privado realizou 86,6% mais correções de hérnia do que o SUS.
A média nacional de cirurgias de hérnia foi de 260,59 procedimentos por 100.000 habitantes em 2023, com um leve aumento comparado a 2022, quando a taxa foi de 243,49.
