
Por Iolanda Ventura, da Redação
MANAUS – Com estreia programada para 31 de outubro, o filme Soror, da cineasta amazonense Deborah Haven, traz as mulheres como protagonistas. Escrito, dirigido e produzido por Haven, o longa-metragem une suspense, misticismo e fantasia em uma história que se passa em 1946.
Na cidade de Soror, o público conhecerá Anastacia, Lydia, Célia, Serena, Margot e Dominique. Enquanto os detetives Thomas e Carlos se aprofundam nas investigações dos restos mortais de um corpo encontrado nos arredores do Rio de Águas Negras e do misterioso desaparecimento de Serena Caires, as três histórias se desenvolverão de forma conjunta, sugerindo as motivações dos respectivos crimes, descreve a sinopse do filme.

A diretora afirma que Soror é mais que uma história de fantasia, mas um estudo de personagem que aborda qualidades boas e ruins dos heróis e dos vilões. “É um filme visceral que mostra como o ser humano pode se corromper e cometer atrocidades contra outras pessoas, sendo inimigos ou não. Mas ao mesmo tempo, entendemos que a palavra ‘sororidade’ tem outro sentido no filme: o de união incondicional, sendo para o bem ou para o mal”, explica.
Deborah Haven afirma que a inspiração surgiu em uma conversa após o lançamento do filme “A Bruxa”, de Robert Eggers, e de comentários sobre a terceira temporada da série American Horror Story. “Na mesma época também, estávamos consumindo bastante filmes com investigação policial. Tudo isso se juntou e então nós começamos a construir uma história só nossa a partir desses elementos”, conta.
Haven considera que as bruxas são símbolo de sororidade. “As bruxas eram muito perseguidas nos tempos passados. Se não houvesse união de forças para a sobrevivência, elas estariam constantemente sozinhas”.

A cineasta deixa claro que as protagonistas são heroínas, mas também vilãs. “O que as pessoas vão perceber muito ao ver o filme, é que cada mulher tem dualidades na história. Elas oscilam entre dois extremos”, diz.
O suspense atrelado à elementos de terror psicológico e investigação, traz referências de obras surrealistas, passa pelo cinema noir e vai até as fábulas antigas, segundo Haven.
O lançamento no dia 31 de outubro será meia-noite no site oficial do coletivo www.dreamhousepictures.com.br. “Ele estará disponível para as pessoas o adquirirem e ajudar a equipe. A estreia também acontecerá em algumas plataformas de streaming, porém ainda será divulgado em nossas redes sociais, @dreamhousepictures”, avisa a diretora.
Produção
Soror é o primeiro Longa-metragem comercial da Dream House Pictures, coletivo de cinema independente idealizado por Deborah Haven, Álex Alli e Diego Pinzón em Manaus em 2016. O coletivo é formado por artistas independentes que se unem para a produção de curtas e longas-metragens, sejam artistas locais, como de outros estados.
A equipe do filme é formada por artistas conhecidos pela classe artística de Manaus como Elis Marinheiro, Acácia Mié Gama, Joice Caster, Geísa Fröhlich, Arthur Bulcão e Roberto Hades. Também teve colaboração de artistas de outros estados, como Geísa Fröhlich de Santa Catarina, Rafael Sparapane e Vinicius Salvador de São Paulo e Sandra Alencar do Rio de Janeiro.
A produção abriu espaço para estreantes como os atores Guilherme Lobo, Erivaldo Rodrigues, Edgard Henrique e a produtora Narel Desiree. A maquiagem ficou por conta do maquiador artístico venezuelano Jackson Gatell, que trabalhou com o diretor de arte Álex Alli.
Confira o trailer:
