
MANAUS – Com o objetivo de fortalecer a economia e gerar oportunidades fora da capital, o deputado estadual Roberto Cidade (União Brasil), presidente da Aleam (Assembleia Legislativa do Amazonas), apresentou o Projeto de Lei nº 95/2025, que estabelece diretrizes para a criação de Centros de Inovação e Empreendedorismo no interior do Estado.
“Precisamos criar e fortalecer os meios para que o empreendedorismo seja uma realidade no Amazonas”, afirmou o deputado.
Ele destacou que, enquanto na capital a prática já é mais estabelecida, o interior demanda um foco maior. “Acredito que, se dispusermos dos meios adequados, muito em breve teremos o empreendedorismo fortalecido e, consequentemente, a economia do Estado”, completou.
A proposta, que aguarda sanção governamental, busca interiorizar ações voltadas à inovação tecnológica e ao estímulo ao empreendedorismo, criando uma rede estratégica de apoio à criação de negócios sustentáveis e à qualificação profissional da população local.
Conforme o projeto, os Centros de Inovação deverão incentivar a instalação de hubs tecnológicos em cidades polo do interior, promover parcerias entre governo, setor privado, universidades e organizações sociais, e fomentar a criação de negócios inovadores e sustentáveis, com foco nas vocações locais, como a biotecnologia, o setor agroflorestal, o turismo e a economia digital.
Além disso, o PL prevê ações de capacitação técnica, incluindo cursos, workshops e treinamentos voltados para jovens e adultos, bem como o acesso a ferramentas tecnológicas, como internet de alta velocidade, espaços de coworking e laboratórios de inovação.
A proposta também contempla o fomento à economia criativa e digital, com incentivo à inclusão social e o fortalecimento das comunidades. Para viabilizar essas ações, o Executivo estadual deverá conduzir estudos de viabilidade para concessão de incentivos fiscais e utilização de financiamento público-privado, com possibilidade de captação de recursos de fundos nacionais e internacionais.
O projeto sugere a articulação com programas federais de apoio ao empreendedorismo e inovação, como os do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A coordenação e supervisão dos Centros deverão ser atribuídas à Secti (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação).
