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Esporte

CBF ignora pedidos e mantém jogo da Chapecoense

1 de dezembro de 2016 Esporte
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CBF manteve jogo pela última rodada do Brasileirão, domingo, 11, em Chapecó-SC (Foto: CBF/Divulgação)

RIO DE JANEIRO – Apesar de toda a repercussão negativa do pedido do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo del Nero, para a diretoria da Chapecoense não desistir da última rodada do Campeonato Brasileiro, e de o Atlético Mineiro avisar que não vai jogar de jeito nenhum, o diretor de competições da entidade, Manoel Flores, garante que não há a possibilidade de cancelar o jogo.

“O WO, tratado no artigo 53, se caracteriza no não-comparecimento do clube à partida, acarretando a perda de três pontos e no placar de 3 a 0. A gente entende que é isso que o Atlético decidiu. Obviamente, todo o protocolo da partida precisa ser feito, para seguir a parte protocolar, técnica, podendo até haver um W.O. duplo. Mas não há dispositivo para o cancelamento da partida”, disse Flores, em entrevista ao SporTV nesta quinta-feira.

De acordo com ele, a CBF precisa enviar árbitros para Chapecó no próximo dia 11, domingo, e criar todas das condições burocráticas para que a partida aconteça. “É muito importante registrar que a questão protocolar é a presença da arbitragem, aguardando os 30 minutos e encerrando a partida. Esta é uma questão puramente legal, de procedimento, que precisa ser tomada”, afirmou.

Nessa quarta-feira, o novo presidente da Chapecoense, Ivan Tozzo, disse que conversou com Del Noro e que o presidente da CBF pediu que fosse feito um grande evento em Chapecó. “Eu falei para ele que não tinha 11 jogadores para colocar em campo e ele me pediu para escalar os jogadores que não viajaram e também os garotos do time de juniores”, contou Tozzo, que era vice até o falecimento do presidente Sandro Pallaoro no acidente aéreo.

A ideia da CBF era fazer uma homenagem para o clube. “Ele me disse que não importa o resultado. Tem que fazer uma grande festa porque todos nós (da Chapecoense) merecemos”, completou Tozzo.

O Atlético-MG, que já havia pedido o cancelamento do jogo, decidiu radicalizar nesta quinta-feira, avisando que não entra em campo e que perderá por W.O. “Vim aqui somente informar que o Atlético-MG não irá jogar, não irá até Chapecó jogar a última partida. A gente acredita no esporte, a gente respeita a dor. Não é o momento para cobrar de jogador nenhum a essência do esporte”, disse o presidente do Atlético-MG, Daniel Nepomuceno.

“Então, já comuniquei a CBF, que concorda. Já conversei com o presidente da CBF, Marco Polo, que concordou. Nessa partida o Atlético-MG não irá. Provavelmente, a maior punição é a perda dos três pontos”, explicou Nepomuceno. Com a recusa em entrar em campo, o time mineiro irá terminar a competição no quarto lugar, com os 62 pontos que tem atualmente.

(Estadão Conteúdo/ATUAL)

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Assuntos Brasileirão, cbf, Chapecó, Chapecoense
Cleber Oliveira 1 de dezembro de 2016
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