
Do ATUAL
MANAUS – A FVS (Fundação de Vigilância em Saúde) registrou 21.706 casos de malária entre janeiro e junho de 2025 no Amazonas, redução de 24,5% em relação ao mesmo período de 2024 quando foram contabilizados 28.748 diagnósticos da doença.
A doença é típica de regiões de floresta, como o Amazonas, e uma das principais endemias da região. A Amazônia concentra 99% dos casos autóctones de malária no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.
De acordo com os dados da FVS, a média anual de notificações no estado tem oscilado entre 55 mil e 64 mil casos desde 2020. No ano de 2024 foram confirmados 64.014 casos. A maior parte das ocorrências está concentrada em áreas rurais (43,5%) e indígenas (40,4%). Agosto de 2024 foi o mês com o maior número de notificações: 6.591 casos.
No tratamento de pacientes foi intensificado o uso da tafenoquina, medicamento que, em conjunto com a cloroquina, reduz o tempo de recuperação de sete para três dias. A medicação está disponível em 17 municípios e deve ser expandida com apoio do Ministério da Saúde.
A diretora da FVS, Tatyana Amorim, disse que embora o mosquito transmissor faça parte da biodiversidade amazônica, a doença pode ser eliminada com prevenção, diagnóstico precoce e ações integradas. Segundo Elder Figueira, da Vigilância Ambiental, o desafio é grande, mas a meta do Plano Estadual é eliminar a malária no estado até 2035.
Prevenção e sintomas
A FVS orienta a população a manter mosquiteiros, usar roupas que protejam braços e pernas, aplicar repelente e instalar telas em portas e janelas — especialmente em áreas rurais e no interior do estado.
Os principais sintomas da malária são febre alta, calafrios, mal-estar, enjoo, dores no corpo e pele amarelada. Os sinais surgem geralmente entre 10 e 15 dias após a picada do mosquito infectado. Ao menor sintoma, a recomendação é buscar uma unidade de saúde imediatamente, pois a falta de diagnóstico e tratamento pode levar à morte.
