
O mês de julho foi marcado com grandes notícias da ciência, mas as duas mais notáveis vieram por esses dias: um grupo de pesquisadores brasileiros anunciaram a descoberta de um “gêmeo” de Júpiter orbitando um “gêmeo” do nosso Sol. Segundo alguns estudos recentes, isso significa que a arquitetura de um sistema planetário está sendo feita. A Nasa, por sua vez, informou em coletiva de imprensa que encontrou um “gêmeo” da Terra orbitando um também “gêmeo” do Sol em uma zona habitável, ou seja, a uma distância perfeita para o desenvolvimento de vida.
A descoberta brasileira
Segundo matéria publicada no site da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o projeto que descobriu o planeta semelhante a Júpiter utilizou dados do Observatório Europeu do Sul (ESO), que o Brasil foi oficialmente incluído esse ano. A estrela semelhante ao Sol foi denominada HIP 11915 e tem aproximadamente a mesma idade do nosso astro.
A importância do “gêmeo” de Júpiter
Uma teoria recente diz que a organização planetária do nosso Sistema Solar só foi possível graças ao gigante gasoso Júpiter, que atuou como barreira planetária gravitacional evitando que outros planetas gasosos fossem para mais perto do Sol. Essa manobra permitiu que os planetas rochosos, como o nosso, não fossem destruídos e permitiu o aparecimento da vida que conhecemos, ou seja, a nossa, segundo o site da Galileu. Então, vamos cruzar os dedos.
A descoberta da Nasa
Kepler-452b foi o nome do exoplaneta encontrado pela Nasa essa semana. Ele está na zona habitável de uma estrela parecida com o nosso Sol. Segundo matéria do site Galileu, o exoplaneta é cerca de 1,5 bilhão de anos mais velho que o Planeta Terra, o que pode ser uma boa data para o desenvolvimento de algum tipo de vida.
O que isso tem a nos dizer
Esses dois fatos servem muito bem para desmitificar a ideia de que somos os “únicos” ou os “especiais”. A vida pode aflorar sim e ela pode ser de qualquer forma, mais ou menos desenvolvida que o tipo de vida terrestre. Vamos aproveitar essa saraivada de conhecimento para nos enriquecer e deixarmos de ser tão egocêntricos.
Filtro de água movido a energia solar
A 67ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada na Universidade de São Carlos (Ufscar), contou com uma grande participação de pesquisadores amazonenses. O pesquisador do Instituto de Pesquisa da Amazônia (INPA) Roland Vetter desenvolveu o Água Box, um filtro de água movido a energia solar. Segundo matéria do site do INPA, o filtro transforma águas poluídas em água potável através de raios solares.
Fungo do pão
Durante o IV Congresso de Iniciação Científica (CONIC) do Instituto Nacional de Pesquisa do Amazonas (INPA/MCTI), a bolsista de Iniciação Cientifica (Pibic) Elusiane da Silva Santos, mostrou que o fungo preto que cresce em cima dos pães em decomposição produz uma ezima chamada glicose oxidase. Tal enzima atrai interesse comercial e pode se tornar uma alternativa para a indústria farmacêutica.
Pesquisadores brasileiros em consórcio
6 pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da Universidade de São Paulo (USP) integraram uma equipe de 300 estudiosos do mundo que lançaram trabalho sobre o glioma de baixo grau, um tipo comum de câncer de cérebro. Segundo o site da USP, os resultados foram publicados na revista norte-americana New England Journal of Medicine.
Yara Laiz Souza, acadêmica de Ciências Biológicas da UEA, manauara. Ex-aluna do IFAM/CMDI,
ex-pesquisadora de PIBIC. Escreve sobre ciências para o Amazonas Atual e para a
organização Livres Pensadores.
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