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Economia

Brasileiro está propenso a consumir mais, mostra pesquisa da CNC

26 de novembro de 2020 Economia
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O consumo das famílias é o principal componente do PIB sob a ótica da demanda, respondendo por 64,8% (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Intenção de consumo registra 3ª alta seguida em novembro (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Por Sheyla Santos, da Folhapress

BRASÍLIA – A intenção de consumo das famílias registrou a terceira alta consecutiva em novembro, segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio). O índice é o melhor desde maio, mas ainda está abaixo do nível pré-pandemia. O indicador ficou em 69,8 pontos em uma escala que vai de 0 a 200, sendo que patamares acima de 100 significam satisfação.

Apesar de estar no campo negativo, abaixo dos 100 pontos, houve crescimento de 0,8% em relação a outubro. Na comparação com novembro de 2019, o índice recuou 26,7%, atingindo o pior patamar para o mês em toda a série histórica, iniciada em janeiro de 2010.

Desde abril de 2015 a intenção de consumo permanece abaixo dos 100 pontos. Entre as sete categorias que compõem o índice, apenas duas – acesso a crédito e avaliação de ser um bom momento para compra de produtos duráveis – tiveram variação negativa em relação ao mês anterior, com recuos de 0,3% e 3,1%, respectivamente. Foi a primeira queda após três meses de alta da disposição para consumo de bens duráveis, como carros e eletrodomésticos.

“Isso mostra que, independentemente da maior confiança, as famílias continuam seletivas no momento de comprar e observam com atenção a eficiência do governo para manter a recuperação econômica”, avalia a CNC.

No campo das variações positivas, a maior foi registrada na categoria perspectiva profissional, com alta de 3,3% em relação ao mês anterior, alcançando 82,2 pontos.

A avaliação do emprego e da renda atual também oscilaram positivamente (0,6% e 0,2%). No caso da percepção da renda atual, a melhora ocorre após sete meses de queda. Segundo a CNC, o crescimento aponta uma mudança de tendência.

“Com isso, percebe-se que a melhora das percepções em relação ao mercado de trabalho e a continuação do auxílio emergencial, mesmo em valor menor, foram suficientes para levar segurança financeira para os consumidores”, afirma a entidade em nota.

Já na comparação anual, todas as categorias apresentaram queda, que variou de 7,9% (acesso a crédito) a 39,1% (momento para compra de duráveis).

Avaliação da renda atual e da perspectiva de consumo registraram recuos acima dos 30% em relação a novembro de 2019. A insatisfação atinge todas as faixas de renda, mas é maior entre quem ganha menos de dez salários mínimos. O índice de intenção de compras neste grupo ficou em 67,9 pontos.

A pesquisa é divulgada na véspera da Black Friday, que será realizada nesta sexta-feira, 27. Segundo projeção divulgada pela CNC, o evento será a primeira data comemorativa do pós-pandemia em que o varejo deve ter crescimento real.

A entidade aposta que a Black Friday deverá expor a diferença de desempenho entre as lojas físicas e lojas online. O destaque em vendas, segundo a CNC, deverá ser do segmento de eletroeletrônicos e utilidades domésticas, seguido por hipermercados e supermercados e móveis e eletrodomésticos.

Sondagens de e-commerces realizadas às vésperas do evento apontam que os consumidores irão manter na Black Friday os hábitos de consumo adquiridos na pandemia.

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Redação 26 de novembro de 2020
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