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Esporte

Brasileirão 2026 tem 151 estrangeiros, número menor do que em 2025

28 de janeiro de 2026 Esporte
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Felipe Anderson (Palmeiras) em lance de jogo: Grêmio venceu jogo pelo Brasileirão (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)
BGrêmio e Palmeiras pelo Brasileirão 2025; este ano, Tricolor gaúcho tem maior número de estrangeiros (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)
Do Estadão Conteúdo

SÃO PAULO – A janela de transferências no Brasil está aberta e, até o momento, os 20 clubes que vão disputar o Campeonato Brasileiro a partir desta quarta-feira (28), somam 151 atletas estrangeiros em seus elencos. O número é menor do que em 2025, quando havia 157 jogadores de fora do país, mas isso deve aumentar nas próximas semanas.

Atualmente, o país que mais fornece jogadores estrangeiros é a Argentina, com 38. Na sequência vem o Uruguai, com 30, Colômbia, com 27, Paraguai, com 15, e Equador, com 8.

Entre os times com mais jogadores de fora do país, a lista é encabeçada pelo Grêmio, com 13, seguido por Botafogo e Santos, com 12; Fluminense, com 11, e Athletico-PR, São Paulo e Vasco, com 10.

“Quando observamos o número de estrangeiros atuando no Campeonato Brasileiro, fica claro que a liga ganhou status internacional. O Brasil reúne grandes clubes, estádios cheios, visibilidade global e um nível técnico cada vez mais alto. Esse movimento, somado com nossos talentos da base que se tornam protagonistas do futebol nacional em pouco tempo, gera negócios e impulsiona o desenvolvimento do futebol em todo o continente sul-americano”, afirma Marcelo Teixeira, presidente do Santos.

Levantamento aponta que nos últimos seis anos, desde 2019, o Botafogo foi o clube que mais contratou atletas estrangeiros, com 33. É seguido por Athletico (32), Santos (30), Vasco (30), Internacional (28) e Fortaleza (27).

“Historicamente, o Internacional sempre foi muito receptivo com jogadores de fora do país. A proximidade geográfica e cultural com Argentina e Uruguai favorecem essa integração”, afirma Alessandro Barcellos, presidente do clube de Porto Alegre.

Nos últimos anos, o Fortaleza contou com o ganês Michael Quarcoo e o nigeriano Michael Fashanu, ambos contratados para as categorias de base. As duas contratações vieram no sentido da busca do Leão do Pici pelo desempenho técnico, aplicação tática e uma possível internacionalização da marca pelo continente africano. Na mesma linha, o clube inclusive anunciou, em 2024, uma parceria com a Academia de Futebol de Angola, visando o mapeamento e intercâmbio de atletas e o entendimento dos processos metodológicos.

No mesmo período do fechamento da parceria, também foi apresentado o projeto das Categorias de Base do Fortaleza ao Sr. Juerg Nepfe, chefe do Serviço de Desenvolvimento Técnico da FIFA, e aos representantes da Confederação de Futebol de Angola.

Marcos Casseb, sócio da Roc Nation Sports Brazil, que gerencia a carreira de centenas de atletas, deixa claro que existe uma demanda real por qualidade competitiva, mas ela é amplificada pela regra que facilita a entrada de estrangeiros e pelos fatores financeiros e de visibilidade do mercado brasileiro.

“É o resultado de uma combinação de competitividade com aproveitamento de oportunidade de mercado. A busca por um campeonato mais competitivo, por títulos continentais e resultados imediatos fez com que o Brasil olhe mais para fora, e o lucro pela valorização de jogadores estrangeiros é na maioria das vezes muito maior que dos brasileiros”, explica.

Para Casseb, um detalhe importante a ser colocado é a visibilidade que o Brasil fornece a esses atletas sul-americanos Segundo ele, ao contrário das principais ligas europeias, o Brasil não é o destino final de grande parte deles.

“O Brasil é, na maioria das vezes, o mercado intermediário, principalmente os que fazem sucesso por aqui. Outro fator importante é que o Brasil proporcionalmente não paga tão alto pelos jogadores sulamericanos como na Premier League, por exemplo, facilitando a venda deles. Os grandes brasileiros não têm tantos concorrentes no continente quanto os ingleses, que competem com clubes como Real Madrid, Barcelona, Bayer, PSG, entre muitos outros”, disse.

Com experiência de mais de 20 anos no mercado de transferências de atletas, Casseb também entende muitos jogadores sul-americanos alegam que atuar no Brasil é uma boa oportunidade de chegarem às suas respectivas seleções.

“Eu diria que, dentro do ecossistema sul-americano, não é exagero afirmar que o Brasil hoje exerce um papel semelhante ao da Premier League em relação à Europa periférica. Ele atrai, desenvolve, expõe e vende melhor. Um exemplo é que o Brasileirão teve mais jogadores convocados na seleção do Uruguai do que a própria liga inglesa em determinado momento das Eliminatórias, mostrando que atuar no país dá relevância futebolística continental”, afirmou.

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Assuntos Brasileirão, cbf, destaque, Grêmio Porto Alegrense, jogadores estrangeiros
Cleber Oliveira 28 de janeiro de 2026
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