
Da Redação
MANAUS – O Centro de Parto Normal da Maternidade Balbina Mestrinho retomou a realização de parto na água após dois anos de suspensão. O atendimento, que recomeçou na terça-feira (1º), havia sido suspenso em razão da pandemia de Covid-19.
O parto na água permite a reutilização das banheiras e, com a retomada, a Secretaria de Estado de Saúde estima que a procura pelo procedimento aumente. Em média, são 40 por mês. O último parto na água ocorreu em janeiro de 2020.
Benefícios
De acordo com o gerente de Enfermagem Manuel Roque, o parto na água apresenta muitas vantagens para as mães. “A principal vantagem do parto na água é a diminuição das dores. A água morna, por volta dos 37 graus, proporciona relaxamento muscular profundo, o que ajuda a atenuar as contrações. Esse efeito anestésico da água geralmente abrevia o trabalho de parto e diminui a necessidade de intervenção médica. A água também proporciona uma sensação de leveza, o que aumenta a mobilidade da mulher, que poderá escolher a melhor posição para a dar à luz”, disse.
Manuel Roque acrescenta que a técnica também reduz a sensação de cansaço e proporciona recuperação mais rápida da mãe. “Durante os nove meses em que estava sendo gerado, o bebê ficou dentro do útero imerso no líquido amniótico. Por isso, ao nascer na água, em temperatura e ambiente semelhante ao do útero, ele sente menos os efeitos externos, como luz e barulho, chegando ao mundo de forma mais natural e menos traumática. Além disso, o parto normal melhora a respiração do bebê”, disse.
As pacientes que desejam realizar o parto humanizado na água podem procurar o serviço social ou a gerência de enfermagem da unidade, e uma visita ao Centro de Parto Normal Intra-Hospitalar será agendada.
