
Por Hudson Neris, do ATUAL
Texto opinativo
MANAUS – Existe um participante oculto do BBB que já deveria estar eliminado do programa e talvez já tenha passado da hora de falarmos sobre a sua saída. José Bonifácio Brasil de Oliveira, o Boninho, é o encarregado da direção do reality, Big Brother Brasil, e provavelmente o grande responsável pelo fracasso do programa nos dois últimos anos.
Não é de hoje que o público critica o desgaste da fórmula do BBB. Enquanto os participantes lutam para permanecer na casa mais vigiada do Brasil, a direção do programa caminha por uma corda bamba, tentando desesperadamente se equilibrar, segurando a relevância e a audiência, enquanto busca recuperar o glamour das edições anteriores.
Mesmo com todas as tentativas de tornar o programa mais dinâmico, essa edição foi marcada pela falta de carisma dos participantes e pelas polêmicas que repercutiram fora da casa. Relacionamento abusivo, ameaças de agressão, desistências, racismo e abuso sexual, foram apenas alguns dos episódios polêmicos que a edição do reality produziu.
São as relações e polêmicas que movimentam um bom reality, isso ninguém pode negar, mas o que aconteceu nesta edição do Big Brother Brasil beirou o crime. Talvez os participantes da casa não carreguem essa culpa sozinhos, afinal, ninguém é culpado de não saber dançar, conjugar verbos corretamente ou falar frase que não contenham palavrões.
Em uma equipe onde se elabora uma dinâmica de jogo tão complexa a ponto de confundir a cabeça dos telespectadores, há de se acreditar que exista alguém capaz de discernir dentre os escolhidos, comportamentos que sejam no mínimo duvidosos.
A insistência nos erros durante a condução do programa e a demora para resolvê-los, demonstra a maneira sistemática que o BBB desenvolveu ao longo dos anos para tentar prender a audiência. Uma fórmula que ao tentar se renovar se desgastou, tornando-se tediosa e cansativa.
Se não é a competência, talvez seja o privilégio de ser filho de Boni, um dos maiores diretores da TV brasileira, que faz com que Boninho permaneça no cargo e à frente do reality show da Rede Globo.
Boninho nunca foi a galinha dos ovos de ouro do BBB, o maior trunfo do reality sempre foram as pessoas e a maneira como contam a sua história, enquanto se relacionam com outros confinados na casa. Para edições futuras mais saudáveis do programa, é necessário coragem para indica-lo ao paredão e eliminá-lo sem a chance de um quarto secreto ou repescagem.
Se achávamos que a edição que premiou Arthur Aguiar foi uma das piores de todos os tempos, o que ficaria abaixo disso? Talvez Rodrigo Carelli, diretor do reality da Rede Record, A Fazenda, possa esclarecer essa dúvida e até dar algumas dicas para Boninho. Afinal, de reality com fracasso de audiência e péssima reputação ele entende.
