
ATALAIA DO NORTE – O município de Atalaia do Norte, distante 1.138 quilômetros de Manaus, foi contemplado com o Programa de Combate as Hepatites Virais, da Secretaria de Saúde do Estado. Com mais de 18 mil habitantes, a cidade tem cerca de 370 pessoas com hepatite B. A região é considerada endêmica para a doença, como explica a secretária de Saúde do município, Jucélia Graça. “Nós vivemos em uma região endêmica de hepatites virais em Atalaia do Norte.” A secretária acrescentou que Atalaia do Norte é um dos municípios campeões mundiais em hepatites Delta (hepatite D).
Jucélia Graça qualificou o número de casos como “assustador, um número que preocupa.” A hepatite Delta, ou D, não é muito conhecida e nunca vem sozinha. Ela depende da contaminação pelo tipo B da doença para se desenvolver. A transmissão e prevenção também são similares as do tipo B, porém não há vacina contra a hepatite D.
O município recebeu um aparelho que vai agilizar os exames. “Uma das conquistas para esse plano é o aparelho de elastografia, que a regional do Alto Solimões recebeu.”, trata-se de um aparelho de ultrassom que investiga a situação do fígado do paciente. A hepatite é uma inflamação do fígado que pode ser causada por vírus, bactérias ou uso de alguns remédios, álcool e drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.
A doença é silenciosa e não apresenta sintomas. Mas, alguns sinais são cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as A, B e C, e podem ser prevenidas com cuidados básicos de higiene e o uso de preservativos durante as relações sexuais, por exemplo.
Também é possível se vacinar contra as hepatites A e B. O Ministério da Saúde oferece vacina contra o tipo B nos postos do Sistema Único de Saúde (SUS) e contra a hepatite A nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais. Não existe vacina contra o tipo C da doença, considerado o mais perigoso dos três.
(ABr/Agência Brasil)
