
Da Redação
MANAUS – O Asprom-Sindical (Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas do Ensino Básico de Manaus) pediu à ALE (Assembleia Legislativa do Amazonas), na manhã desta terça-feira, 7, que instaure uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar contratos da Seduc (Secretaria de Educação). Também solicitaram auditoria externa nas contas do governo.
Em manifestação na ALE, os professores questionaram a contraproposta do governo de 4,74% e pediram mais transparência nos números apresentados pelo estado.
“Nós vamos exigir que a ALE aprove a CPI a respeito dos escândalos vistos hoje na Seduc e também uma auditoria externa nas contas do governo para que possamos saber se é verdade que as contas estão no vermelho e que não tem o dinheiro para dar o reajuste”, disse o secretário-geral do sindicato, Lambert Melo.
O Asprom cobrou também uma ação mais efetiva dos deputados. “Na última vez que estivemos aqui, o presidente da casa e os outros deputados disseram que estariam ao lado dos educadores buscando com o governo uma intermediação para uma contraproposta melhorada. Infelizmente, até agora nós não vimos nenhuma ação efetiva do parlamento nesse sentido”, disse o secretário-geral.
Segundo a diretoria do sindicato, a greve está mantida por tempo indeterminado até que aconteça a assembleia geral. “Provavelmente essa decisão deve sair na quinta ou sexta-feira, até lá continua por tempo indeterminado”, disse Lambert.
A categoria está em greve desde o dia 15 de abril e a principal reivindicação é o reajuste salarial de 15%.
(Colaborou Patrick Motta)
