
Por Felipe Campinas, da Redação
MANAUS – O vice-prefeito de Manaus, Marcos Rotta (sem partido), fez as pazes com o prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB). Rotta havia deixado a prefeitura durante a campanha eleitoral de 2018 para assumir a SRMM (Secretaria de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Manaus) a convite do ex-governador Amazonino Mendes (PDT).
Na manhã desta quinta-feira, 3, Rotta teve a primeira conversa com Arthur após quatro meses licenciado e, em seguida, acompanhou o prefeito em uma visita a um mutirão de obras de recapeamento no bairro São Jorge, zona oeste de Manaus.
“(Marcos Rotta) é uma pessoa que será um braço direito meu nessa administração. Estava fazendo falta uma pessoa do nível dele para tocarmos juntos os inúmeros problemas que Manaus tem”, disse o prefeito Arthur Neto. O prefeito não disse se Rotta voltará a ser secretário de Infraestrutura.
Arthur Neto afirmou que a Prefeitura de Manaus tem recursos “preservadinhos no caixa” para as obras de verão e que espera de Rotta “cem por cento” de determinação para realizar os serviços na capital amazonense.
Marcos Rotta disse que tem “carinho, apreço e respeito” por Arthur, apesar de ambos divergiram de opiniões em alguns pontos. Em tom de discurso, Rotta disse que seu retorno se deve à “responsabilidade com a administração pública” que, segundo ele, “carece desta relação próxima entre o prefeito e o vice-prefeito”.
“Hoje é um dia importante para mim. Estou retomando as minhas atividades como vice-prefeito depois de quatro meses licenciado do cargo. E não poderia esperar outra recepção, outra receptividade do prefeito que não fosse essa de uma proximidade cada vez mais intensa, fraterna e, acima de tudo, respeitosa”, disse o vice-prefeito.
Rotta também disse que sua passagem pelo Governo Amazonino foi para cumprir uma “missão” e que agora suas ações estarão voltadas para “contribuir em um ano com novos horizontes para a cidade de Manaus”. “Eu fui chamado para cumprir uma missão e acho que cumpri bem essa missão e ajudei a cidade de Manaus no que eu podia ajudar”, afirmou o vice-prefeito.
Zona Franca
Em relação ao novo governo federal, o prefeito Arthur Neto afirmou que espera maior atenção para a Zona Franca de Manaus. Para ele, possíveis decisões que possam afetar negativamente a economia da região poderá causar desgastes na relação do Brasil com outros países.
“Se a Zona Franca, porventura, não for tratada a sobreviver, a ser fortalecida, a ser renovada, a ter novos pólos, a aplicar a biodiversidade no seu processo produtivo, nós podemos ver uma corrida pela derrubada da floresta, isso significaria um enorme desgaste para o Brasil no campo diplomático, no campo político, com tensões até militares externas”, disse. “O mundo não toleraria uma governança irresponsável sobre a Amazônia. O mundo exige que o Brasil governe bem a Amazônia. E governar bem a Amazônia é mandar recursos pra cá, entre outras coisas, é preservar e revitalizar uma Zona Franca que tem andado cambaleante, mas que tem preservada e não diminuída. O Governo tem que está bem alerta sobre isso quando for pensar em reforma”, afirmou Arthur.
