
Do ATUAL
MANAUS – O adolescente de 17 anos apreendido após matar e esquartejar os próprios irmãos indígenas, de 2 e 5 anos, na Aldeia Tabatinga, território Sateré-Mawé, em Barreirinha (a 331 quilômetros de Manaus), na quinta-feira (9), ficou em silêncio durante o interrogatório da Polícia Civil do Amazonas, em Manaus.
A postura foi diferente da que apresentou no momento da sua apreensão por policiais militares, quando afirmou ter cometido o crime por ordem do tio paterno, identificado apenas como “Valdecir”. Na ocasião, a mãe das crianças afirmou que o jovem estava sob efeito de drogas.
A Polícia Civil informou que continua investigando as circunstâncias do crime.
De acordo com o delegado Elton Vieira, a mãe havia saído pela manhã e deixado os meninos sob os cuidados do adolescente. Ao retornar, encontrou as crianças mortas e mutiladas. Um cachorro da família também foi morto pelo jovem. Ele ainda abriu covas com o objetivo de ocultar os corpos.
Segundo o subcomandante-geral da Polícia Militar do Amazonas, coronel Tiago Balbi, o adolescente precisou ser retirado às pressas da comunidade por conta da revolta dos moradores e foi transferido para Parintins (a 369 quilômetros de Manaus), antes de ser trazido para a capital.
“Um crime bárbaro que choca a todos nós. O envolvimento, talvez, das drogas até nas comunidades ribeirinhas e indígenas reforça a importância do sistema de segurança continuar o enfrentamento contra o tráfico. Ele foi retirado de Barreirinha, da comunidade indígena, onde poderia ser linchado”, afirmou Balbi.
Os corpos das vítimas, Edison Oliveira Araújo, de 2 anos, e Emanoel Oliveira Araújo, de 5, retornaram à Aldeia Tabatinga para as homenagens fúnebres e sepultamento, na última sexta-feira (10).
