
EDITORIAL
MANAUS – Jair Bolsonaro foi bem definido por Lula como “covardão”, um adjetivo que cai como uma luva para o ex-presidente do Brasil, que sequer terminou o mandato com decência. Fugiu para os Estados Unidos nos últimos dias, abandonando o posto para o qual foi eleito.
Todos sabem por que ele fugiu. O golpe que planejou com seus auxiliares e aliados não prosperou, e ele não quis ficar para ver Lula subindo a rampa do Planalto. Deixou centenas de bajuladores a falar sozinhos em frente aos quartéis do Exército. Acovardou-se.
De longe assistiu a uma multidão em Brasília, como último ato em busca do tão esperado golpe de Estado, invadir os prédios públicos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e quebrar e depredar o patrimônio cultural do país. Mais uma vez, acovardou-se, e fez de conta que não tinha nada a ver com aquelas pessoas.
De volta ao Brasil, passou dois dias na embaixada da Hungria, em Brasília, no momento em que o Supremo Tribunal Federal determinou o recolhimento do passaporte dele, e o ex-presidente estava assombrado com a possibilidade de prisão.
Quando fala, suas palavras são grosseiras, desrespeitosas. Sente prazer em mostrar-se mal-educado. Falta-lhe leitura, o que se percebe no vocabulário pobre. Falta-lhe entendimento maduro sobre a cultura brasileira, os direitos humanos. Falta-lhe entendimento sobre economia, sobre o funcionamento da sociedade. Em resumo, um rude.
Apesar de todas essas “qualidades”, Bolsonaro encanta multidões. Na chegada a Manaus, um punhado de gente histérica que lotava o saguão do aeroporto Eduardo Gomes gritava o nome dele, tentava aproximar-se para tocá-lo e o chamava de “mito”.
Tem sido assim Brasil afora. Mais impressionante é ver gente que estudou, mas não aprendeu, que se formou em universidade, mas não evoluiu, endeusar uma pessoa tão desqualificada. E assustador é pensar que essa gente quer a volta de Bolsonaro ao poder central, depois da tragédia que foram os quase quatro anos em que ele governou o Brasil.


Parabéns pelo editorial. Bem postado.