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Pontes Filho

Apatia na crise: o que ocorre com os movimentos sociais?

7 de dezembro de 2015 Pontes Filho
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Apesar do cenário de crise sistêmica (econômica, institucional, ética e política) vigente no Brasil, os  movimentos sociais e organizações populares da sociedade civil não têm tido uma atuação politicamente expressiva. O que ocorre, afinal, com os movimentos sociais no Brasil de hoje? Por que a apatia anda prevalecendo sobre a cidadania?

Algumas das  razões ou dos motivos frequentemente levantados e apontados como fatores ou causas dessa apatia dos movimentos sociais são os seguintes:

  1. O esgotamento do viciado modelo político, a frustração e a incredulidade com relação ao tradicional jogo eleitoral, administrativo e partidário, que causa ojeriza à sociedade; a ausência de referências positivas de representação política e de um consenso mínimo quanto a um projeto de desenvolvimento do país. São alguns dos fatores que afastam as pessoas da “política”. Não que a política não importe ou não interesse a elas, mas é que o sistema e o jogo político tornaram-se algo de tão baixo nível, uma jogatina tão rasteira e viciada que virou coisa repugnante, sempre sinônimo de esquemas, mamatas e de corrupção. Ao invés de atrair os cidadãos à participação, o modelo político acaba por afastar os bem intencionados. Cristalizou-se uma percepção de que essa a forma de fazer política é coisa lamacenta sem jeito. Algo complexo, com ramificações perigosas, que seria melhor evitar.
  2. Sensação de impotência. Alega-se que não haveria como lutar nesse momento contra o atual estado de coisas no sistema político do país: seria apenas perder tempo e esforço. Mais proveitoso seria lutar por causas específicas: contra violência doméstica, nas escolas, contra a pedofilia, contra a homofobia, contra o preconceito, a favor de serviços públicos de qualidade… do que  empenhar-se por um amplo projeto de sociedade e de Estado. Não adianta perder tempo nem recurso com a velha e viciada política, a qual existe apenas por causa do ordenamento jurídico imposto por caciques e de suas ultrapassadas instituições de mediação política, seja de direita ou de esquerda.
  3. Outra corrente justifica que grande parte dos quadros dos movimentos sociais estão historicamente ligados ou mantém vínculos, direta ou indiretamente, com o atual governo federal e com as administrações de certas capitais e estados pelo país. Houve uma decepção geral com as políticas e as posturas da “esquerda” no poder. Disso decorreu uma apatia e a desarticulação ideológica, sobretudo  com o esvaziamento provocado pela crise das utopias e pela desilusão com os quadros oriundos da esquerda que chegaram ao poder.
  4. Uma vertente diversa centra-se na análise da cidadania. Embora tenha sido mais ligada aos aspectos político, institucional e social, a cidadania atualmente tem estado mais sintonizada ao aspecto econômico, sobretudo à ideia de cidadão consumidor ou consumista do que qualquer outro valor ou ideia. Não estar incluído às práticas, às tradições e aos rituais da sociedade do consumismo é considerado muito pior ou mais frustrante do que não estar socialmente organizado ou não participar politicamente. O poder de consumir passou a ser o maior ícone da cidadania da sociedade de mercado, potencializando o clássico individualismo liberal, recorrendo muito frequentemente ao “jeitinho brasileiro” e envolvendo-se até mesmo com a economia do crime. Aliás, essa economia faz muitas promessas de consumismo e outros delírios (bens, poder, prazeres) a crianças,  adolescentes e jovens, mas na prática apenas difunde a epidemia da violência, do tráfico de drogas e da criminalidade.
  5. Questiona-se também o quanto a política de concessão de benefícios sociais, tendo como exemplo programas como o bolsa família, estaria colaborando para fomentar essa inércia dos movimentos sociais, apatia da juventude e da própria sociedade brasileira.
  6. A superficial educação cívica e sociopolítica oportunizada nas escolas, na família e na convivência  em comunidade seria importante fator para compreender a apatia da juventude, a desarticulação da sociedade civil e a inércia dos movimentos sociais.

Com isso, o combustível que renova os movimentos sociais, ou seja, a juventude, sobretudo os adolescentes e jovens adultos, anda um tanto entorpecido com a lógica do consumismo e do individualismo sem perceber claramente seus efeitos nocivos à cidadania e a toda a sociedade.

O crescimento da epidemia de violência e de criminalidade decorre, em grande parte, dessa subestimação pela juventude da cidadania como direito de participação política e social. Uma espécie de alienação cívica, que esvazia a juventude do próprio sentido ético e sociopolítico da existência, contribuindo assim para a inércia das diversas formas de movimentos sociais organizados e para frustrar a renovação de lideranças e da vida política do país. Trata-se da subordinação do conteúdo político e ético da cidadania à lógica e aos meros valores de mercado ou dos negócios privados, que dão ênfase predominantemente à ideia do cidadão consumista e à plutocracia.

Enfim, a alienação cívica da juventude e a apatia dos movimentos sociais para discutir os horizontes políticos do país condena toda a sociedade à parasitária e infindável reprodução do velho e viciado jogo político e eleitoreiro em vigor no país. Sujeita a sociedade a profundas crises ética, política e econômica. Arruina as perspectivas de desenvolvimento socioeconômico da nação. E afunda o país no abismo da estagnação, da precariedade e do subdesenvolvimento ético, político e socioeconômico.


Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

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Assuntos Crise, juventude, movimentos sociais, Pontes Filho
Valmir Lima 7 de dezembro de 2015
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