
Da Redação
MANAUS – Embora em ritmo menor, o Amazonas será um dos poucos Estados brasileiros que continuará crescendo até 2060, quando sua população passará de 5,8 milhões. As mulheres amazonenses, que hoje possuem uma das maiores taxas de fecundidade, passarão a ter cada vez menos filhos. O número de nascimentos começa a entrar num processo de queda nos próximos anos. Já o número de óbitos sofrerá aumento, tendo em vista alguns fatores como o aumento de pessoas idosas alcançando o limite da vida. As mulheres, já nos próximos 12 anos, passarão a ser maioria, segundo dados da Projeção da População 2018, divulga pelo IBGE nesta quarta-feira, 25.
A razão de dependência que é a proporção de pessoas inativas em relação às ativas irá ultrapassar 54% em 2060. Até lá, a média de idade do amazonense irá aumentar 14 anos.
Os dados são de 2013, mas revisados este ano. A revisão de 2018, segundo o IBGE, justifica-se pela constatação da mudança de trajetória da hipótese de fecundidade adotada nas Projeções 2013. De posse de uma série histórica de registros de nascimentos desde 2000 até 2016, procedeu-se uma análise minuciosa do comportamento da fecundidade neste período, o que propiciou a revisão dos parâmetros adotados na projeção vigente para essa componente.
Em 2018, o Amazonas contabiliza uma população de 4.080.611 pessoas. Considerando as componentes demográficas, o Estado contará com uma população de 5.262.059 pessoas em 2040, alcançando em 2060 uma população de 5.815.537. Toda essa evolução será influenciada por uma taxa de crescimento que em 2018 foi de 1,61%, passando para uma descendente até chegar em 2040 com 0,81% de crescimento; culminando em 2060 com 0,24%.
Fecundidade
Neste ano, o Amazonas também possui a segunda maior taxa de fecundidade do País (2,28 nascimentos para cada mulher em idade reprodutiva), atrás apenas de Roraima (2,31). Essa fecundidade também vai entrar num processo de declínio, fazendo com que a taxa chegue em 2060 com 1,79 filhos por mulher em idade reprodutiva. Consequência do comportamento da mulher no tocante ao número de filhos tido; fato que vem ocorrendo nos últimos anos, e que se propagará para os anos seguintes.
Em 2018 nasceram em todo Estado 82,9 mil pessoas. Mas, para os próximos anos, a tendência é que esse número vá diminuindo. Estima-se que em 2040 nasçam em torno de 74.546 bebês. Vinte anos depois, em 2060, o Amazonas terá 67.046 nascimentos.
Em sentido contrário, a tendência do número de óbitos é crescer à medida em que os anos avançam. Em 2018 morreram no estado cerca de 21.920 pessoas. Em 2040 esse número vai chegar a 35.750. Para alcançar em 2060 em torno de 56.868 falecimentos por ano.
A razão de dependência compara as pessoas consideradas inativas (0 a 14anos e as de 60 anos ou mais) e a população potencialmente ativa (15 a 59 anos de idade). E, para os próximos anos, essa razão irá aumentar. Em 2018 a razão de dependência amazonense foi de 51,89%. Em 2060 essa mesma razão de pessoas inativas irá passar para 54,11%.
Devido à redução no número de nascimentos, a idade média do amazonense tende a aumentar nos próximos anos. Em 2018 a idade média da população local era de 25,6 anos. Em 2040 passaremos a ter uma média de idade de 33,56 anos; alcançando em 2060 uma média de 39,63 anos. Enquanto que o brasileiro terá idade média de 45,6 anos e gaúcho terá média de 47,8 anos.
| LOCAL | IDADE MÉDIA | ||
| 2018 | 2040 | 2060 | |
| Brasil | 32,58 | 41,14 | 45,62 |
| Norte | 27,07 | 35,78 | 41,37 |
| Amazonas | 25,62 | 33,56 | 39,63 |
| Rio Grande do Sul | 35,86 | 44,10 | 47,89 |
Envelhecimento
A Projeção da População, também permite medir o envelhecimento populacional comparando a população com 65 anos ou mais de idade e os menores de 15 anos, através do índice de envelhecimento da população. Para o Amazonas esse índice em 2018 mostra que temos 16 idosos com 65 anos ou mais para cada 100 crianças de até 14 anos. Em 2040 esse número de idosos chegará a 46. E, em 2060 alcançará 97 idosos para cada 100 crianças; o que indica que teremos praticamente o mesmo número de pessoas idosas e crianças. Esse comportamento se diferencia entre os estados, e essa inversão pode ocorrer antes ou depois do comportamento nacional.
Em 2018 a proporção de homens na população amazonenses foi de 50,2%. Em 2030 haverá uma inversão nesse padrão, e as mulheres passarão a ser maioria (50,02%). Em 2040 elas representarão 50,25%, chegando em 2060 com 50,65%.
No Amazonas, o total da esperança de vida ao nascer no ano de 2018 foi de 72,3 anos; os homens viviam em média 69,0 anos e as mulheres 76,0 anos. Para os próximos anos, o estudo do IBGE indica que haverá melhora na esperança de vida dos amazonenses, em 2040 o total chegará a 76 anos com os homens vivendo em média 72,6 e as mulheres 79,7 anos. Para 2060 as mulheres viverão em média 81,1 anos e os homens74,4; no total a esperança de vida será de 77,7 anos.
| AMAZONAS | ESPERANÇA DE VIDA | ||
| 2018 | 2040 | 2060 | |
| Total | 72,37 | 76,06 | 77,76 |
| Homem | 69,07 | 72,64 | 74,49 |
| Mulher | 76,01 | 79,71 | 81,16 |
