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© 2022 Amazonas Atual
Dia a Dia

AM é o estado que mais desmatou na Amazônia Legal em julho, diz Imazon

23 de agosto de 2024 Dia a Dia
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Área desmatada no Amazonas (Foto: Divulgação/Ibama)
Área desmatada no sul do Amazonas; aumento na destruição da floresta (Foto: Divulgação/Ibama)
Do ATUAL

MANAUS — O Amazonas registrou o maior índice de desmatamento na Amazônia Legal em julho de 2024, com 28% de área desmatada no mês. Em segundo está o Pará, com 27%, e em terceiro o Acre com 22%. Juntos, Amazonas, Pará e Acre foram responsáveis por 77% da derrubada florestal na região, totalizando 495 km².

Conforme o SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento) do Imazon, publicado nesta sexta-feira (23), oito dos dez municípios com maior desmatamento estão nesses estados. No Amazonas, os municípios mais afetados são Apuí (24 km²), Lábrea (23 km²), Boca do Acre (20 km²) e Novo Aripuanã (19 km²).

Carlos Souza Jr., pesquisador do Imazon, diz que o Amazonas tem se destacado como um novo centro de desmatamento. “Infelizmente, o estado do Amazonas vem se consolidando como um novo epicentro de desmatamento. Ele era o estado com as maiores áreas de florestas do Brasil e com as taxas mais baixas de derrubada e agora a situação mudou em plena crise climática”.

No que diz respeito às unidades de conservação, houve um aumento de 14% na área desmatada, subindo de 43 km² em julho de 2023 para 49 km² em julho de 2024. Entre as dez UCs mais desmatadas, seis estão no Acre e duas no Pará. A Resex Chico Mendes, no Acre, perdeu 7 km², enquanto a APA Triunfo do Xingu, no Pará, perdeu 5 km².

Degradação Florestal

A degradação florestal, que envolve a remoção parcial da vegetação por extração madeireira e queimadas, atingiu 175 km² em julho de 2024 – aumento de 55% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os estados mais afetados foram Mato Grosso (35%), Pará (33%), Acre (15%), Amazonas (13%) e Rondônia (4%). Este aumento corresponde à perda de 564 campos de futebol de floresta por dia e representa o segundo mês consecutivo de crescimento.

Larissa Amorim, pesquisadora do Imazon, cita que julho é um período seco, o que favorece o desmatamento e a degradação. “Julho é o período mais seco do calendário do desmatamento, onde as chuvas são menos intensas e o desmatamento e a degradação são favorecidos pelo clima […] áreas degradadas são maiores, principalmente devido ao aumento dos incêndios florestais”, explica.

Visão Geral

O calendário do desmatamento 2024, que cobre o período de agosto de 2023 a julho de 2024, registrou 3.490 km² de desmatamento, uma redução de 46% em comparação ao período anterior. Este é o menor valor registrado pelo SAD desde 2017. Contudo, a perda representa 349 mil campos de futebol de vegetação nativa.

Embora o total de desmatamento tenha diminuído, julho de 2024 apresentou um aumento de 29% na destruição florestal em relação ao mesmo mês do ano anterior, passando de 499 km² para 642 km². Este é o segundo mês consecutivo de crescimento após um período de 14 meses de redução.

“Apesar de o calendário do desmatamento 2024 estar fechando em queda, os dados do SAD apresentam uma tendência de aumento pelo segundo mês. Estamos entrando em uma época do ano mais crítica, onde historicamente as estatísticas de devastação são altas”, conclui Carlos Souza Jr.

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Assuntos Amazonas, desmatamento, Imazon, manchete
Feifiane Ramos 23 de agosto de 2024
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1 Comment
  • Agro disse:
    23 de agosto de 2024 às 20:33

    A notícia de que o Amazonas foi o estado que mais desmatou na Amazônia Legal em julho, segundo o Imazon, é profundamente preocupante e destaca a gravidade da crise ambiental que enfrentamos. O Amazonas, conhecido por abrigar uma das maiores e mais ricas biodiversidades do planeta, deveria ser um exemplo de preservação, mas, em vez disso, se tornou o epicentro da devastação.

    Esse aumento no desmatamento reflete não apenas a falta de fiscalização e controle, mas também uma possível conivência com práticas ilegais, como a extração de madeira e a expansão desordenada da agricultura e pecuária. As consequências desse desmatamento desenfreado vão muito além das fronteiras do estado: afetam o clima global, ameaçam espécies endêmicas e põem em risco a vida de comunidades indígenas e tradicionais que dependem diretamente da floresta para sobreviver.

    A situação exige uma resposta urgente e contundente por parte do governo, tanto estadual quanto federal, com medidas que combinem reforço na fiscalização, punições severas para os responsáveis e, sobretudo, o incentivo a práticas econômicas sustentáveis que respeitem o meio ambiente.

    Enquanto o desmatamento continuar sendo tratado com leniência, o Amazonas e a Amazônia como um todo continuarão a perder suas riquezas naturais, o que, a longo prazo, trará prejuízos irreparáveis para a região, para o Brasil e para o mundo.

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