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Economia

Alimentação responde por 30% da inflação de setembro

8 de outubro de 2014 Economia
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O grupo Alimentação e bebidas saiu de deflação de 0,15% em agosto para alta de 0,78% no mês passado (Foto: Divulgação)

SÃO PAULO – O aumento nos preços dos alimentos respondeu por um terço da inflação ao consumidor registrada em setembro pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O grupo Alimentação e bebidas saiu de deflação de 0,15% em agosto para alta de 0,78% no mês passado e respondeu pelo maior impacto por grupo na taxa de 0,57% do IPCA de setembro, com uma contribuição de 0,19 ponto porcentual.

Os alimentos vinham de três meses de quedas: junho (-0,11%), julho (-0,15%) e agosto (-0,15%). Em setembro, o principal aumento foi o das carnes, que subiram 3,17%, o equivalente a uma contribuição de 0,08 ponto porcentual para a inflação do mês e maior impacto no IPCA.

O quilo da carne chegou a aumentar até 5,06% em Campo Grande e 6 12% em Vitória. O Rio de Janeiro registrou a menor alta, de 1%. No entanto, outros produtos importantes na cesta do consumidor também aumentaram em setembro, como cebola (10,17%), cerveja em casa (3,48%), farinha de mandioca (2,52%) e frutas (2,11%).

Embora as carnes tenham sido os vilões da inflação em setembro, o item que mais pesou no bolso dos consumidores até agora em 2014 foi a refeição fora de casa. O item já subiu 7,64% de janeiro a setembro, o equivalente a 0,39 ponto porcentual da inflação de 4,61% registrada pelo IPCA no mesmo período.

“Rio e São Paulo vêm sendo pressionados muito pela refeição fora de casa, pelos alimentos consumidos fora de casa. E teve esse período de Copa, que teve um movimento muito concentrado nesses dois Estados e propiciou aumento”, explicou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.

Em 12 meses, a inflação do grupo Alimentação e Bebidas alcançou 9,19% em São Paulo. No Rio de Janeiro, a alta é de 9,86%.

Eulina explica que a demanda em alta propicia que os preços dos alimentos consumidos fora do domicílio aumentem acima dos custos dos empreendimentos de alimentação. “O desemprego está baixo, as pessoas estão comendo fora. Os alimentos estão subindo, mas esse não é o principal custo dos empreendimentos de refeição. Tem energia elétrica, os salários vêm subindo mais que a inflação. E a demanda nessa área não coloca muito limite para os aumentos que possam acontecer”, avaliou.

Em setembro, o item refeição fora de casa aumentou 1,02%, uma contribuição de 0,05 ponto porcentual para o IPCA de 0,57% registrado no mês. A maior contribuição para a inflação foi decorrente da alta de 3,17% no preço das carnes, o equivalente a 0,08 ponto porcentual.

“Os pecuaristas argumentam que os pastos ainda estão secos por conta da seca do início do ano, e esse período é de fato de entressafra. Outro fator que vem sendo atribuído é a exportação. O Brasil é o principal exportador de carne, e a arroba do boi vem subindo desde o início do ano. Os mercados (internacionais) estão muito favoráveis ao mercado brasileiro (de carne)”, justificou Eulina. Ela mencionou ainda que também pode haver influência de especulação, de produtores que não querem matar o gado para manter os preços mais altos.

fonte: Estadão Conteudo

 

(Estadão Conteúdo/ATUAL)

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Assuntos alimentos, Aumento, brasil, inflação
Valmir Lima 8 de outubro de 2014
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