
Do ATUAL
MANAUS — Três propostas de moradia definitiva foram definidas entre o Governo do Amazonas e as famílias da antiga invasão Monte Horebe, na zona norte de Manaus. As sugestões foram discutidas na CMC (Câmara de Medição e Conciliação) nesta quinta-feira (27) e os projetos serão implantados a partir de2026. O prazo de execução de até cinco anos.
O acordo prevê: indenização de R$ 50 mil, que pode servir como subsídio no financiamento habitacional; Bônus Moradia de R$ 60 mil, no qual o Estado adquire o imóvel escolhido pela família; e concessão de unidades habitacionais a famílias em extrema vulnerabilidade por meio do programa Amazonas Meu Lar, em parceria com o Minha Casa Minha Vida.
Para esta última modalidade, 15 famílias foram identificadas como elegíveis e estão com processos em análise para receber unidades no Residencial Novo Aleixo, na zona norte de Manaus, que possui 48 moradias em construção. A entrega está prevista para 2026.
As negociações envolveram a UGPE (Unidade Gestora de Projetos Especiais), Sedurb (Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano), PGE-AM P(rocuradoria Geral do Estado), Suhab (Superintendência de Habitação) e DPE-AM (Defensoria Pública do Estado). O pacote de propostas foi definido após estudos e discussões conduzidos na CMC com representantes da comunidade.
O secretário da Sedurb e da UGPE, Marcellus Campêlo, afirmou que o acordo representa um avanço no atendimento definitivo às famílias. A cacica Bia Kokama, liderança da antiga ocupação, disse que o resultado traz alívio após cinco anos de espera.
A Defensoria Pública, que acompanha o processo desde a reintegração de posse em 2020, avaliou que o acordo proporciona às famílias a possibilidade de escolher a solução mais adequada. Conforme a instituição, 200 soluções começam a ser entregues a partir de 2026, com expectativa de concluir até 2030 o atendimento das 2.157 famílias cadastradas, que atualmente recebem auxílio-aluguel de R$ 600 pago pelo Estado.
