
Por Alessandra Taveira e Iolanda Ventura, da Redação
MANAUS – Oito meses após a inauguração, em dezembro de 2020, a passarela da plataforma de ônibus na Avenida Max Teixeira, próxima ao viaduto do Manôa, zona norte de Manaus, exibe sinais de abandono e está ocupada por moradores de rua. Apesar de a estrutura ser recente, os três elevadores para facilitar acesso de pessoas com deficiência não funcionam. Há lixo e pichações.
Na manhã desta quinta-feira (26), a reportagem do ATUAL verificou que dois dos elevadores ficam abertos. Dentro há pedaços de papelão, restos de cigarros e isqueiros no chão. O painel que permite a regulação do equipamento fica aberto, facilitando o acesso.
O estudante Bruno da Silva, de 17 anos, passa pela travessia todos os dias e afirma que vê os moradores de rua normalmente pela manhã. “Não parei para prestar atenção se eram os mesmos, mas tem um ‘bocado’”, disse.

Em maio deste ano, o ATUAL esteve na plataforma e também encontrou colchões e pedaços de papelão usados por moradores de rua. Na ocasião, o IMMU (Instituto Municipal de Mobilidade Urbana) informou que acionaria órgãos de segurança e do patrimônio público para coibir a degradação do local, assim como setores de assistência social para acompanhar a situação.
Em relação ao elevador, o órgão informou que uma equipe técnica verificaria o que estava ocorrendo com o equipamento, que já estava fora de operação.
Já a Semasc (Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania) informou que não tinha conhecimento e encaminharia equipes de abordagem para verificar a situação das pessoas que usavam o espaço como abrigo.
Segundo a pasta, quem está em situação de rua não pode ser removido à força e é preciso usar o convencimento. A equipe verifica o interesse da pessoa em ir para algum dos espaços socioassistenciais ou voltar ao convívio familiar. “Para isso, teria que ter uma vigilância 24 horas em todos os pontos da cidade, o que é inviável”, disse a Semasc.

O ATUAL procurou o IMMU e a Semasc nesta quinta-feira (26) e questionou quais seriam as medidas adotadas para resolver os problemas.
A Semasc informou que cabe à secretaria apenas situação dos moradores de rua e encaminhará o caso à equipe de abordagem social. “Por lei, não podemos fazer a remoção forçada dessas populações, portanto trabalhamos com o convencimento para que aceitem sair desses espaços”, diz em nota.
O ATUAL aguarda posicionamento do IMMU.
Assista à reportagem:
(Colaborou Murilo Rodrigues)

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