O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Sandoval Alves Rocha

A construção da paz

30 de dezembro de 2022 Sandoval Alves Rocha
Compartilhar


Nos últimos anos vivemos uma conjuntura desfavorável para a construção da paz. No cenário internacional, a guerra da Ucrânia simboliza a violência dessa época. A explosão da pandemia da Covid-19 demonstra que participamos de sociedades doentes e pouco dispostas ao cuidado da vida. As mudanças climáticas ocasionadas pelo nosso modelo de produção e desenvolvimento colocam em risco a existência da humanidade. A busca desenfreada pelo lucro, o consumismo desequilibrado, a ânsia pelo poder e o império da competição doentia.

No plano nacional também não temos sido tão cordiais como costumam salientar a respeito do brasileiro. Nós não fizemos o que poderíamos ter feito no combate à pandemia da Covid-19. Aproximamo-nos dos 700 mil óbitos e ainda estamos em situação preocupante em muitos Estados da Federação. Junto a essa situação, temos mais de 33 milhões de pessoas sobrevivendo com fome. Além disso, o Brasil perdeu 13,1% de mata nativa nos últimos 36 anos, sendo o agronegócio e a agropecuária os principais responsáveis.

Mesmo com a vitória da Democracia, o último período eleitoral demonstrou que o país passa por um ciclo obscuro, com o predomínio de autoritarismos e ideologias de extrema direita. Mentiras, corrupção, uso inadequado do aparato estatal e violência são alguns dos ingredientes que desvelam o nosso cenário político. Grupos terroristas, antidemocráticos e articulações ultraconservadoras financiadas por grandes capitalistas procuram conturbar a liturgia democrática da posse do novo governo, vencedor legitimo das eleições presidenciais.

No âmbito da Amazônia, vislumbramos dinâmicas destruidoras. A região concentra o maior crescimento de favelas no país, durante os últimos 37 anos. O MapBiomas informa que Manaus (AM) está no topo desse crescimento, com 10 mil hectares de áreas informais. Belém (PA) também se destaca nesse ranking, apresentando 5 mil hectares de favelas. A destruição da floresta Amazônica em 2022 atingiu a pior marca em 15 anos. Segundo dados do Imazon, somente nesse ano mais de 10 mil quilômetros de vegetação nativa foram destruídas.

Diante desse cenário, o clamor mais audível é o grito pela paz. É necessário iniciar um ciclo diferenciado caracterizado pela paz, pela fraternidade e pela justiça. Alternativas de desenvolvimento baseadas na proteção das florestas e no desenvolvimento social precisam ser estimuladas. Territórios e povos indígenas buscam ser valorizados e potencializados. Relações mais igualitárias e respeitosas entre homens e mulheres são imprescindíveis para o inicio de uma nova dinâmica social e cultural.

O novo governo gera boas expectativas ao criar o Ministério dos Povos Originários e coloca-lo sob a liderança de Sônia Guajajara, indígena maranhense que apresenta habilidade para responder as demandas dessa população, que foi marginalizada no governo Bolsonaro. Marina Silva também gera expectativas positivas, ao comandar o Ministério do Meio Ambiente. Amazônida do estado do Acre, Marina conhece como ninguém a necessidade de proteção dos biomas brasileiros, abrindo novos horizontes de sustentabilidade ambiental.

Outros Ministérios como Fazenda, Previdência, Trabalho, Cidades, Educação, Saúde e Direitos Humanos sinalizam que estamos entrando em uma nova fase, que parece ser marcada pela preocupação em atender as necessidades reais do povo brasileiro. O Brasil precisava dessa virada, pois a população não suporta mais tanta hostilidade. O Ano Novo traz expectativas de mudanças benéficas para o país, mas é necessário que a classe política seja acompanhada de perto, pois nesse grupo existem segmentos de todas as vertentes ideológicas e interesses.

O Ano de 2023 deve ser construído com alegria e cuidado, exigindo o empenho da população para fiscalizar e pressionar as classes políticas, visando colocar em marcha as mudanças que aspiramos. Não convém deixar que os políticos tomem decisões sem respaldo e debate públicos, principalmente quando tais decisões nos afetam. Urge que a paz seja restabelecida, mas essa conquista não dispensa a atuação firme dos setores democráticos da sociedade. Quanto mais consolidamos a democracia, mais avançaremos na construção da paz.


Sandoval Alves Rocha é doutor em Ciências Sociais pela PUC-RIO. Participa da coordenação do Fórum das Águas do Amazonas e associado ao Observatório Nacional dos Direitos a Água e ao Saneamento (ONDAS). É membro da Companhia de Jesus/Jesuítas e professor da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP).

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

Notícias relacionadas

Perdas florestais foram reduzidas em 42% no Brasil em 2025, mostra estudo

MPF denuncia poluição por mercúrio na Amazônia à Comissão Interamericana

Aviação regional: o PL 539/2024 e o erro de diagnóstico para a Amazônia

Tabu e isolamento favorecem agressores em casos de violência sexual nas escolas

Conflitos hídricos em tempos de mudanças climáticas

Assuntos Amazônia, Paz, povos indígenas, Ucrânia
Valmir Lima 30 de dezembro de 2022
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

O Brasil perdeu 1,6 milhão de hectares de cobertura arbórea em floresta tropical úmida em 2025,(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Dia a Dia

Perdas florestais foram reduzidas em 42% no Brasil em 2025, mostra estudo

29 de abril de 2026
Garimpo ilegal no Amazonas: facções investem na atividade (Foto: Polícia Federal/Divulgação)
Dia a Dia

MPF denuncia poluição por mercúrio na Amazônia à Comissão Interamericana

27 de abril de 2026
Augusto Barreto Rocha 2023
Augusto Barreto Rocha

Aviação regional: o PL 539/2024 e o erro de diagnóstico para a Amazônia

27 de abril de 2026
crianças e adolescentes
Dia a Dia

Tabu e isolamento favorecem agressores em casos de violência sexual nas escolas

25 de abril de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?