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Economia

PIB deve crescer 0,5% e não 0,8%, informa o Banco Central

30 de março de 2017 Economia
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Paraná tem a terceira maior indústria de transformação do País. Indústria automobilística. Foto: Gilson Abreu/FIEP
Retomada da atividade industrial deve contribuirá para desempenho do PIB (Foto: Gilson Abreu/FIEP)

BRASÍLIA – O Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado na manhã desta quinta-feira, 30, pelo Banco Central (BC), reduziu para 0 5% a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2017. No relatório anterior, a projeção era de alta de 0,8%. A projeção é a mesma que foi usada pela equipe econômica para elaborar o corte do Orçamento de 2017, anunciado nessa quarta-feira, 29.

Segundo o BC, a revisão do PIB para baixo está associada, fundamentalmente, à incorporação dos resultados do quarto trimestre de 2016, que resultaram em redução adicional do chamado ‘carregamento estatístico’ para 2017.

Entre as componentes do PIB para o próximo ano, o BC projeta queda de 0,1% do setor industrial, expansão de 6,4% no setor agrícola e alta de apenas 0,1% para o segmento de serviços. Antes, as previsões eram de alta 0,6% para a indústria, de 4,0% para a agropecuária e de 0,4% para serviços.

No lado da demanda, o BC estima que o consumo das famílias vá acumular aumento de 0,5% em 2017, ante elevação de 0,4% projetada antes. O consumo do governo terá expansão de 0,2%, ante previsão anterior de 0,5% do relatório anterior.

O documento divulgado nesta quinta indica ainda que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) – indicador que mede o volume de investimento na economia – deverá ter queda de 0,3% em 2017. No Relatório de dezembro, a expectativa era de alta de 0,3%. Essa queda reflete a piora no cenário esperado para construção civil e para absorção de bens de capital.

IPCA

O Relatório Trimestral de Inflação mudou a previsão para a inflação em 2017 em um cenário com Selic e câmbio constantes – anteriormente chamado pela autoridade monetária de ‘cenário de referência’. Nesse cenário, a projeção central para o IPCA passou de 3,8%, na última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), para 3,9%.

Já para 2018, o Banco Central prevê que o IPCA ficará em 4,0% e não mais em 3,3% como constava na mais recente ata do Copom pelo cenário de juros e câmbio constantes no horizonte de previsão. Nos cálculos, foram considerados uma Selic de 12,25% ao ano e um dólar a R$ 3,10. O documento tem data de corte em 22 de março.

O Banco Central abandonou o uso dos termos ‘cenário de referência’ e ‘cenário de mercado’ no RTI agora divulgado. Ainda assim, o relatório continua trazendo essas projeções, com outras denominações e apresentadas em outra ordem, ao lado de outros dois cenários híbridos. O documento ainda classifica o antigo cenário de referência – com juros e câmbio constantes – como ‘menos informativo’.

Cenário de mercado

O Banco Central reduziu as projeções para a inflação deste ano em um cenário com câmbio e juros evoluindo conforme as medianas da Pesquisa Focus, antigamente denominado ‘cenário de mercado’. Segundo o RTI, esse cenário projeta um IPCA de 4,0% em 2017.

Na mais recente ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada em 2 de março, o cenário indicava inflação de 4,2% neste ano.
No relatório de inflação de dezembro, o BC esperava alta da inflação oficial de 4,7% no cenário de que utiliza como parâmetros as previsões dos analistas. Para 2018, o cenário com juros e câmbio da Focus indica uma previsão de IPCA de 4,5%, mesmo patamar estimado na última ata do Copom.

O documento classifica o antigo cenário de mercado – com juros e câmbio da Focus – como ‘mais informativo no contexto de flexibilização da política monetária’.

(Estadão Conteúdo/ATUAL)

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Assuntos pib
Cleber Oliveira 30 de março de 2017
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