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zmanchete

Procuradoria Geral abre procedimento para decidir sobre intervenção federal no Amazonas

6 de janeiro de 2017 zmanchete
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Monte Cristo (Foto: Iury Carvalho/Divulgação)
Jornalistas acompanham rebelião em presídio de Roraima, onde 33 foram assassinados (Foto: Iury Carvalho/Divulgação)

BRASÍLIA – O procurador-geral da República em exercício, Nicolao Dino, instaurou quatro procedimentos administrativos para apurar a situação do sistema penitenciário do Amazonas, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Rondônia. O objetivo é colher elementos para eventual propositura de intervenção federal ao Supremo Tribunal Federal (STF) ou de incidente de deslocamento de competência (IDC) – mais conhecido como federalização – perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo as portarias de instauração dos quatro procedimentos, os problemas no sistema carcerário desses estados apontam para o descumprimento de normas constitucionais e infraconstitucionais, além de diversos instrumentos internacionais aos quais o Brasil aderiu, a exemplo da Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), promulgada pelo Decreto 687/1992.

Já se encontra em curso na Procuradoria-Geral da República um procedimento que analisa a situação do sistema carcerário do Maranhão, em decorrência de mortes e superlotação no Centro de Detenção Provisória de Pedrinhas, em São Luís.

Atualmente, o Estado brasileiro responde ao Sistema Interamericano de Direitos Humanos sobre a ocorrência de violações no âmbito das unidades prisionais do Rio Grande do Sul (Presídio Central de Porto Alegre), Rondônia (Urso Branco), Pernambuco (Aníbal Bruno) e Maranhão (Pedrinhas), além de São Paulo (Parque São Lucas).

No início deste ano, uma rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), no Amazonas, resultou em fuga de dezenas de presos e morte de outros 50. A rebelião teria sido motivada por briga entre facções criminosas. O caso é apontado como o segundo maior episódio de mortes em presídios do país, atrás apenas do Massacre do Carandiru, ocorrido em 1992, em São Paulo, quando 111 presos foram mortos.

Entre as providências para instruir os procedimentos está a expedição de ofícios aos governadores dos estados e ao ministro da Justiça solicitando informações.

 

Segurança sem Violência

Lançado em maio de 2014 pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o programa Segurança sem Violência traçou ações integradas para a melhoria do sistema prisional, segundo oito diretrizes: assistência jurídica aos réus presos provisórios e definitivos: mais agilização da tramitação dos processos penais com réus provisórios ou definitivos; mecanismos de reintegração social das pessoas privadas de liberdade e egressos: mais mobilização da sociedade civil na ressocialização dos presos; aprimoramento da gestão pública do sistema prisional, bem como treinamento dos agentes penitenciários; construção e melhoria das condições carcerárias; incentivos fiscais ou compensações aos entes federados onde será localizado o estabelecimento penal; implementação de medidas alternativas à privação de liberdade; alterações legislativas e criação da Estratégia Nacional do Sistema Humanizado de Execução Penal (ENASEP).

O programa é fruto de ampla discussão que contou com a participação do Conselho Nacional de Justiça, Ministério da Justiça, Ordem dos Advogados do Brasil, Conselho Nacional dos Defensores Públicos Gerais e do Conselho Nacional de Secretários de Estado de Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária.

(Da PRG)

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Assuntos Amazonas, Compaj, massacre de presos, PGR
Cleber Oliveira 6 de janeiro de 2017
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3 Comments
  • Mirtes disse:
    6 de janeiro de 2017 às 14:05

    Federaliza o preconceito. Por que não federalizaram a São Paulo do Carandiru também? Porque lá estava Michel para sugerir que os policiais depois da chacina fossem descansar e meditar, e mentir.

    Nem precisa, necessariamente, vir aqui. Tem que cortar na raiz.
    http://vaidape.com.br/2015/04/bancada-da-jaula-os-interesses-e-doacoes-milionarias-por-tras-da-reducao/
    http://www.viomundo.com.br/denuncias/leandro-fortes-lobistas-do-massacre-de-manaus-tiveram-financiamento-de-campanha-e-estao-todos-impunes-presos-compravam-regalias-veja.html

    Responder
  • Guerreira disse:
    6 de janeiro de 2017 às 16:22

    A PGR deveria fazer uma limpeza geral no estado do Amazonas. O povo manauara está cansado de só levar porrada. E cartel dos combustíveis. E cartel da saúde. E cartel da educação. E cartel do asfalto. E o nepotismo nas administrações municipais e Estadual e ninguém faz nada. Todos os processos de licitações são viciados com carta marcada.

    Responder
  • sogol disse:
    6 de janeiro de 2017 às 17:05

    Concordo plenamente,uma limpeza geral seria algo extremamente necessário, no entanto com a estrutura atual seria bem difícil.

    Responder

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