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Política

Juízes recorrem ao STF para suspender o Teto de Gastos

16 de dezembro de 2016 Política
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supremo-humbertoscostf
Sessão no Supremo Tribunal Federal (Foto: Humberto: STF)

BRASÍLIA – Entidades de classe que representam juízes de todo o país entraram nesta quinta-feira, 15, com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a Emenda à Constituição do Teto de Gastos (originária da Proposta de Emenda à Constituição 55/2016), que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos, a partir de 2017. A emenda foi promulgada na manhã desta quinta-feira.

A ação é assinada pela Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) e pela Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra). As entidades sustentam que a adoção de novo regime fiscal é ilegal por limitar e restringir a autonomia administrativa do Judiciário.

“Os poderes Executivo e Legislativo resolveram instituir o novo regime fiscal por meio de uma emenda constitucional, limitando e restringindo a autonomia administrativa e financeira do Poder Judiciário de participar da elaboração do seu orçamento”, dizem as associações.

As entidades também argumentaram no Supremo que a emenda viola o “princípio da vedação ao não retrocesso social” e comprometerá a prestação dos serviços do Judiciário pelos próximos 20 anos.

“Enquanto o Poder Judiciário estiver sendo demandado, não parece correto estabelecer limitações materiais para a sua capacidade de julgamento, sob pena de prejudicar exatamente o cidadão/jurisdicionado, que é o elo mais fraco nas lides em tramitação”, diz o texto.

A ação foi protocolada no sistema eletrônico e ainda não foi distribuída para um dos ministros da Corte.

Antes de ser aprovada no Senado, a PEC passou pela Câmara, onde tramitou com o número 241. Durante a tramitação, a proposta provocou discussões entre a oposição e a base de apoio ao governo na Câmara e no Senado. Segundo os apoiadores da medida, o teto de gastos por 20 anos é necessário para o ajuste fiscal e não vai prejudicar os gastos sociais.

(Da Agência Brasil)

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Assuntos juízes, supremo
administrador 16 de dezembro de 2016
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1 Comment
  • Guadalupe Gadelha disse:
    16 de dezembro de 2016 às 16:48

    Estamos em uma crise financeira sem precedentes e daqui a pouco não haverá sequer dinheiro para pagar os atuais salários e outras despesas do judiciário e estão brigando exatamente pelos “seus salários” e não pelo que é melhor para o país. Vamos colocar os pés no chão e analisar com cautela, entendam a “dimensão da crise” e para onde estamos caminhando e parem com essa loucura.

    Responder

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