
Da Redação
MANAUS – Com queda mínima no preço total de -0,67% em agosto no comparativo com julho deste ano, a cesta básica em Manaus custa metade do salário mínimo (R$ 880) ao trabalhador da capital. Os 12 itens alimentícios foram adquiridos no último mês por R$ 401,50 (49,59% do mínimo) somando um quilo de cada produto. Em agosto de 2015, o valor era de R$ 340,59.
Em termos estatísticos, esse custo serve apenas como referência dos preços. Na prática, uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças, sendo que estas consomem o equivalente a um adulto) pagou pelos 12 produtos da cesta R$ 1.204,50 durante o mês. Nesse caso, considera-se a aquisição de mais de um quilo e item de cada alimento. A cesta básica em Manaus é composta por Banana, feijão, açúcar, café, leite, tomate, farinha, carne, arroz, óleo, manteiga e pão.
Esse gasto representa 1,37 vezes o salário mínimo. No mês anterior, o custo da cesta básica para esta mesma família foi de R$ 1.212,66. Os dados são do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Para conseguir comprar todos os produtos, o trabalhador em Manaus teve que trabalhar 100 horas e 23 minutos no mês. “O que vimos é que não teve tanta variação. Enquanto em outras cidades houve um aumento, em Manaus os produtos não apresentaram alta em relação ao cenário de outras cidades. É como se fosse um cabo de guerra: seis produtos puxaram os preços para cima e seis, para baixo. N nível médio ficou equilibrado”, disse o supervisor técnico do Dieese no Amazonas, Inaldo Seixas.
A banana, que já foi ‘vilã’ do custo da cesta, apresentou a maior queda de preço: -7,07%. A carne teve retração de -0,48%, a farinha caiu -1,33%, o tomate teve queda de -2,88%; o pão, de -0,52%; e o óleo teve uma retração de -4,41%. Já produtos como manteiga (3,37%), açúcar (2,11%), café (1,08%), arroz (4,30%) e o leite (6,00%) permaneceram estáveis em relação ao período anterior nas mesas dos amazonenses.
O feijão apresentou alta nas regiões Norte e Nordeste. Em Manaus ficou na casa dos 6,30%, o segundo maior acréscimo da região que teve na capital Macapá seu maior índice: 7,13%. Nas demais capitais o feijão ficou em 0,78% em Rio Branco; 0,90% em Boa Vista. Em Maceió fechou em 2,55%; seguido de Fortaleza com 3,48%. Em Manaus, no acumulado do ano, a alta do feijão foi de 108,99%.
