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Política

Ex-presidente do Paraguai é detido e levado para a prisão após protestos

7 de novembro de 2026 Política
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Santiago Peña anunciou a renúncia nesta quinta-feira (Imagem: YouTube/Reprodução)
Santiago Peña anunciou a renúncia na quinta-feira, teve impeachment decretado na sexta e foi detido em casa (Imagem: YouTube/Reprodução)
Do Estadão Conteúdo

SÃO PAULO – O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi detido em sua residência após ser destituído pelo Senado nesta sexta-feira (6). A medida ocorre em meio às investigações sobre a crise financeira do Ueno Bank, que levou o Ministério Público a pedir sua prisão preventiva. Pedro Alliana, até então vice-presidente, tomou posse como novo chefe do Executivo. A informação foi divulgada pelo jornal paraguaio ABC Color.

Agentes da Polícia Nacional cumpriram a determinação do Ministério Público e prenderam Peña, logo após a aprovação de seu impeachment pelo Senado. Ele está sob custódia em sua residência.

O Ministério Público do Paraguai pediu nesta sexta-feira a prisão de Peña e do ex-presidente do Banco Central do Paraguai (BCP), Carlos Carvallo, no âmbito de uma investigação por lesão de confiança e outros delitos.

O pedido foi encaminhado ao Juízo de Garantias por quatro procuradores das unidades especializadas em Crimes Econômicos e Anticorrupção e em Crimes Informáticos. No documento, os investigadores solicitam o cumprimento de uma ordem de prisão emitida nesta sexta-feira contra os dois ex-dirigentes.

Segundo o ABC Color, os procuradores pediram que Peña permaneça detido em sua residência até ser colocado à disposição do Ministério Público. Já Carvallo deverá ficar sob custódia nas instalações determinadas pelo Comando.

O Senado do Paraguai aprovou por unanimidade, nesta sexta-feira, o impeachment de Peña em meio à crise política provocada pelo escândalo envolvendo o Ueno Bank. Com a destituição de Peña, o vice dele, Pedro Alliana, assume o cargo até 2028.

A instituição financeira sofreu intervenção do Banco Central após enfrentar problemas de solvência, deixando milhões de clientes sem acesso ao dinheiro e desencadeando protestos no país.

Em comunicado divulgado minutos antes da votação, Peña já admitia a derrota. “Apresentei minha renúncia para evitar maiores danos ao país e ajudar a restabelecer a tranquilidade no Paraguai. Não quero que minha presença cause mais divisão ou instabilidade. Minha responsabilidade é colocar o país acima do meu futuro pessoal”, alegou.

A votação terminou com 44 senadores favoráveis à sua saída. Peña foi considerado responsável por mau desempenho de suas funções, uma das hipóteses previstas na Constituição paraguaia para a destituição de um presidente. A decisão teve apoio de todas as bancadas e alcançou o número de votos necessário para afastá-lo imediatamente do cargo.

Transferência

Ainda na noite desta sexta, Santiago Peña foi transferido para uma unidade militar em Assunção. A transferência ocorreu por motivos de segurança, em meio a protestos em frente à residência onde Peña cumpria prisão domiciliar.

Manifestantes exigiam que ele fosse levado a uma unidade prisional, e houve confronto com a polícia. Já segundo o jornal paraguaio ABC, a comitiva que deixou o local foi recebida com xingamentos e ovadas.

A transferência foi para o Regimiento Escolta Presidencial (REP), um quartel militar em Assunção que abriga uma unidade de elite das Forças Armadas paraguaias. A instalação é utilizada para a segurança do chefe de Estado e de seus familiares, além de receber autoridades estrangeiras em visitas oficiais. Portanto, não se trata de uma prisão.

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Assuntos Impeachment, Paraguai, Santiago Peña
Cleber Oliveira 7 de novembro de 2026
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