

Do Estadão e Agência Brasil
SÃO PAULO – O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que o que está em jogo na eleição presidencial deste domingo (25) é se a população quer um Brasil que distribua “livros ou armas”. A declaração foi feita em entrevista coletiva no local de votação do petista em São Bernardo do Campo, em São Paulo.
“Nós temos que fazer uma opção: se a gente quer um Brasil que distribua milhões de livros de dados nas escolas, ou a gente quer um Brasil em que distribua a possibilidade de comprar um milhão de armas. Se a gente quer um Brasil que distribua livros para as crianças, ou um País em que se vende um bilhão e cem milhões de balas. É isso que tem em jogo”, disse.
“Que Deus abençoe os eleitores brasileiros e que eles consigam fazer com que esse País continue andando para frente, crescendo e gerando oportunidade para todo mundo”, completou.
Acompanhavam o presidente o seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), os ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), e os ministros Alexandre Padilha (PT) e Luiz Marinho (PT).
Lula chegou ao colégio às 10h. Antes de votar, o presidente posou para fotos segurando a bandeira do Brasil, inicialmente sozinho e, depois, ao lado dos políticos que o acompanharam até o local de votação.
Do lado de fora da escola, o candidato destacou a participação população neste segundo turno lembrando que está com 80 anos e que participa da vida política há cinco décadas.
“Participei da campanha das Diretas e, de 1989 para cá, participei de todas as campanhas presidenciais. Eu, sinceramente, nunca vi nada igual ao que vi neste segundo turno. Na Bahia, no Pará, em Minas Gerais, em Copacabana. Ontem, em São Paulo, na Avenida Paulista, eu confesso uma coisa para vocês: acho que a Avenida Paulista nunca recebeu a quantidade de gente participando de um ato político como aquele. Nunca, nunca”, disse.
“Então, eu vou votar agradecido ao povo brasileiro. O que o povo fez comigo nesses dias é uma coisa que não tem como pagar. É muita generosidade, é muito carinho, é muito amor, e eu serei eternamente grato ao comportamento do povo. Eu nunca vi, sinceramente. Não acredito que alguém um dia tenha sido tratado com o carinho com que fui tratado neste segundo turno”, afirmou.
