
Do ATUAL
MANAUS – O Amazonas está entre os 17 estados contemplados na primeira etapa de distribuição de nove medicamentos contra o câncer pelo SUS (Sistema Único de Saúde), iniciada nesta terça-feira (20). Os tratamentos têm 13 indicações diferentes e devem beneficiar 116 mil pacientes em todo o país, segundo o Ministério da Saúde.
A oferta começa em 20 centros de tratamento, com previsão de expansão para as demais unidades oncológicas até dezembro. A meta do governo federal é chegar a 23 novos fármacos até o fim do ano, ampliando em 35% as alternativas disponíveis na rede pública. Parte desses medicamentos havia sido incorporada ao SUS há mais de dez anos, mas ainda não era efetivamente oferecida aos pacientes.
Entre os tratamentos está o abemaciclibe, indicado para determinados tipos de câncer de mama e cujo custo pode chegar a R$ 366 mil na rede privada. O trastuzumabe, utilizado contra o câncer de mama, terá o uso ampliado para pacientes com câncer de estômago ou da junção entre o esôfago e o estômago.
A lista também inclui o pazopanibe, para câncer renal metastático; o acetato de lanreotida, para tumores neuroendócrinos; e o rituximabe, indicado para leucemia linfocítica crônica e determinados tipos de linfoma.
Completam a relação a abiraterona, para câncer de próstata; o gefitinibe, para câncer de pulmão de não pequenas células; a alfatirotropina (TSH recombinante), utilizada no tratamento do câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo; e o sunitinibe, para câncer renal metastático e tumores estromais gastrointestinais avançados ou metastáticos, após falha de tratamento com imatinibe.
O investimento previsto para a aquisição dos nove medicamentos é de R$ 155,4 milhões por ano. Para viabilizar a oferta dos 23 fármacos, o Ministério da Saúde estima um impacto anual de R$ 4 bilhões.
Do total, dez terão compra e negociação direta pelo governo federal, nove poderão ser adquiridos pelos estados por meio de uma ata de registro de preços e quatro terão o custeio garantido pela ampliação dos repasses aos serviços oncológicos.
Atendimento no Amazonas
O anúncio foi acompanhado em Manaus por representantes do Ministério da Saúde durante agenda na FCecon (Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas).
A assessora da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, Andressa Gorla, afirmou que as medidas devem fortalecer a assistência oncológica no estado, com potencial para reduzir o tempo de diagnóstico de 120 para uma média de 20 dias.
Segundo ela, o Ministério da Saúde também já destinou um tomógrafo ao Amazonas e prevê a chegada de um aparelho de ressonância magnética e de um acelerador linear para reforçar a estrutura de diagnóstico e tratamento do câncer.
