
Por Renan Monteiro, do Estadão Conteúdo
SÃO PAULO – O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, afirmou neste sábado (17) que Flávio Bolsonaro (PL) “legisla a favor” do crime organizado ao mencionar projeto de lei (PL) que prevê o fim da marcação nas cápsulas de munições adquiridas por órgãos de segurança pública.
Nesta sexta-feira (16) à noite, em sabatina na TV Globo, Flávio foi questionado pela jornalista Renata Lo Prete sobre o projeto defendido previamente por ele e os efeitos da proposta para as investigações criminais. Ele respondeu que este seria um “detalhezinho” do projeto.
“Alguém que propõe uma lei impedindo o rastreamento de munição é porque está legislando a favor da criminalidade, está legislando a favor do crime organizado. Acho que, nesse sentido, o Flávio Bolsonaro não tem nenhuma autoridade para debater segurança pública”, declarou Edinho Silva em coletiva de imprensa em Brasília (DF).
Relações com milicianos
Edinho também aludiu às supostas relações que Flávio Bolsonaro teria com grupos milicianos. Uma assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociou em 2023 com o miliciano Robson Calixto, vulgo “Peixe”, o repasse de dinheiro proveniente de emenda parlamentar.
Em fevereiro deste ano, por unanimidade, “Peixe” foi condenado a nove anos de prisão em regime fechado por ter participado do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, em 14 de março de 2018.
Edinho Silva lembrou ainda de condecorações de milicianos feita por Flávio Bolsonaro, que chegou a empregar em seu ex-gabinete na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) familiares do miliciano Adriano da Nóbrega, morto em 2020.
