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Economia

Professor vê manejo de jacarés como estratégia de conservação da espécie

26 de setembro de 2026 Economia
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Jacaré-açu é a espécie mais comum no Amazonas (Foto: Divulgação)
Por Thiago Gonçalves, do ATUAL

MANAUS – O professor da Ufam (Universidade Federal do Amazonas) Ronis Da Silveira, especialista em crocodilianos com ênfase no jacaré amazônico, afirma que a ideia de que o jacaré causa escassez de pescado nos rios da região não tem respaldo científico. Para ele, o manejo econômico da espécie só faz sentido se for industrial, com base nas comunidades e com partilha dos lucros.

Em entrevista ao ATUAL, o pesquisador rebate a ideia de que a abundância de jacarés pode justificar um programa de manejo por causa da competição com pescadores. “Não existe respaldo científico, tampouco o respaldo de qualquer natureza que relacione a abundância de jacarés com a escassez de peixes, muito pelo contrário”, disse.

Jacaré e ambiente saudável

Segundo Ronis Da Silveira, a presença do animal indica que o ambiente está em equilíbrio. “O que se acredita é que a presença de jacarés é um bom indicativo de que a área daquele ambiente está bem, inclusive os peixes, porque eles ajudam a controlar espécies de peixes que não têm um valor alimentar ou comercial”.

O pesquisador explica que, sem esse controle, essas espécies poderiam se multiplicar mais do que o normal. “Poderiam se tornar mais abundantes do que são, e dessa forma prejudicar a pesca e também a segurança alimentar dos ribeirinhos”, afirmou.

O professor diz que a tese da competição é antiga no Amazonas. “Essa ideia é propagada no Amazonas há no mínimo umas três décadas, e os nossos estudos com dieta indicaram que jacarés comem muito pouco, principalmente no período da vazante, na seca, quando os peixes estão aglomerados, morrendo muitas vezes pelo calor, pela falta de oxigênio na água, então eles estariam ali se alimentando de pescado basicamente nesse momento”. Para ele, é uma tolice persistir nessa justificativa. “Nós temos justificativas muito melhores”.

Topo da cadeia

Ronis Da Silveira também rebate o argumento de que o jacaré, por ocupar o topo da cadeia alimentar, precisaria ser manejado. Para ele, esse caminho é equivocado. “Mais uma vez, esse caminho de tentar justificar o manejo econômico de jacarés como uma estratégia de conservação, de melhoria de qualidade de vida, não é um caminho certo, e não tem dado certo, como eu disse anteriormente, nas últimas décadas”.

Ele reconhece que o animal é um grande predador e hoje é abundante na Amazônia. Mas lembra que toda população nativa é controlada por outros fatores.

Maejo de jacaré só faz sentido se for para produção da carne em larga escala (Imagem: Reprodução/YouTube/@Fatos Rurais)

Quem controla os jacarés

O principal controle acontece dentro do ninho. “O principal controle populacional que ocorre é em nível de ovos. Enquanto o filhote está lá dentro do ovo, eles são predados com muita frequência, por exemplo, por onça-pintada, por macaco-prego, por lagarto, jacuraru, e várias outras espécies que entram quando esse ninho é aberto”, explicou.

O clima também interfere. “Uma enchente que chegou antes também pode afogar ovos de áreas mais baixas, que nem todo ano tem a capacidade de gerar filhotes. Então tem um controle biológico e tem um controle climático nessa fase”.

Com o crescimento, o jacaré passa a ser alvo de outros animais. “Eles são comidos por aves associadas à água, como maguari, garças. São comidos por peixes, o próprio pirarucu come filhotes, temos registro. Mas eles são regulados principalmente pelos próprios jacarés”.

Segundo o professor, os adultos se alimentam dos menores. “Para um jacaré grande, a proteína mais abundante, mais fácil de ser acessada é um outro jacaré menor. Às vezes é canibalismo, porque é dentro da mesma espécie, e isso é uma característica dos jacarés, dos crocodilianos, que existe há milhões de anos”.

Ele lembra que foram encontrados fósseis de crocodilianos com outro indivíduo da mesma espécie dentro do estômago. “Imagina!”, disse.

Jacaré-Açu
O jacaré-açu é a espécie mais abundante na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas (Fotos: Reprodução)

Manejo é estratégia de conservação

Para o especialista, o manejo econômico do jacaré é, acima de tudo, uma forma de proteger a espécie. Ele explica que o animal é visto como indesejado pelas comunidades ribeirinhas.

“Os jacarés, via de regra, são indesejados pela população ribeirinha porque são grandes, porque são carnívoros, predadores, porque andam de dia e à noite, enxergam igualmente bem, permanecem muito camuflados, às vezes imperceptível, por isso que muitos acidentes acontecem. Então é algo indesejado e existe o clamor daquela sociedade de estirpar, de acabar”, esclarece.

Na avaliação de Silveira, essa reação é natural, mas eliminar a espécie seria um erro. “Em termos ecossistêmicos, em termos de natureza, é uma furada porque você vai destruir algo que está funcionando e que tem milhões de anos”.

Com o manejo comercial, a expectativa é mudar essa visão ao longo do tempo. “A expectativa é que a comunidade, e principalmente as gerações hoje, que são crianças, adolescentes, as gerações futuras, sejam preparadas para entender que aquele jacaré, que era uma coisa até então ruim, pode ser uma fonte de renda importante, local, ali do lado da sua residência. Emprego, mas é sazonal”.

O manejo comercial, diz Silveira, mira uma parte pequena da população de animais. “Em contrapartida, se protege as áreas onde eles nascem, deixa a natureza seguir. E também evita que aqueles ambientes, a terra, seja usada para outro fim. Um fim exógeno, a Amazônia, um tipo de agricultura, gado e etc”.

Longa cadeia produtiva

Ao responder sobre captura em escala industrial, o professor pede cuidado com o termo. “Sim, é viável. Mas nós precisamos entender o que é viável. Escala industrial, sim, mas temos que entender como você usou o nome industrial. É uma cadeia produtiva. E é uma cadeia produtiva bem longa”.

Hoje, o manejo econômico ocorre apenas em RDS (Reservas de Desenvolvimento Sustentável) e Reservas Extrativistas, e pelas comunidades que vivem nelas. “Fora dessas áreas, continua proibido”, lembrou.

Ele descreve as etapas. “Ela começa na comunidade, quando a comunidade participa da captura dos jacarés que serão aproveitados economicamente. Num primeiro momento eles podem receber algum tratamento, como serem eviscerados, por exemplo, depende da estrutura. E esse material, tanto a pele como a carne, como outros derivados, têm que sair da comunidade e entrar na cadeia produtiva. No caso do couro, acaba no cortume. A base dessa cadeia é a natureza. Esse é o grande potencial do Estado do Amazonas”.

Filé de jacaré com salada: iguaria amazônica (Foto: Divulgação)

Modelo industrial e comunitário

Sobre qual modelo de gestão seria mais eficaz, o professor defende uma combinação. “O manejo que se deveria ter no Amazonas é um manejo industrial de base comunitária. Porque, como o próprio nome diz, a base é lá na comunidade, nos territórios onde as comunidades vivem”.

Segundo ele, o morador local precisa ser um dos principais beneficiados. “Estou falando economicamente. Que não se tornem simplesmente meros fornecedores de matéria-prima, que é comprada a um preço, no sistema que a gente conhece, muito baixo, e vendido, porque jacaré é algo nobre. Tanto a carne como a pele, é um mercado mais elevado, que a gente nem está acostumado aqui na nossa região”.

Ronis ressalta que as comunidades não conseguem produzir sozinhas. “Só que sozinho eles não conseguem, porque essa pele vai sair do país. Ela vai ser comercializada para fora, geralmente em um estado pré-acabado. Um pouquinho pré-acabado. O acabado se chama full finish, quer dizer, terminado um pouco antes. Então precisam desses contatos internacionais”.

Com a carne, o problema é parecido. “A carne também não é diferente, porque, dado o volume, acaba tendo que sair da Amazônia, até para que seja valorada”.

Papel do poder público

O professor afirma que a cadeia passa pelo setor privado, mas que o governo precisa criar as bases. “O poder público é importante, porque poucos empresários vão investir em uma área de risco financeiro sem ter uma garantia de que vai ter um lucro. Então, o governo, nesse momento, é importante para criar as bases, a estrutura que seja”.

Ele lembra que já houve tentativas com erros de planejamento. “No passado, isso foi feito. Empresários investiram na sua infraestrutura, mas calcularam mal o negócio. No final, viram que ainda não tinha base legal. Primeiro mataram os bichos, tiraram a carne, congelaram, e depois foram procurar comprador. E a carne é gelada lá, imagina a energia. Teve essas derrapagens, mas é normal do processo. Só não pode voltar a cometê-las”.

Ronis da Silveira: manejo de jacaré exige conhecimento e inbfraestrutura comunitária (Foto: Divulgação)
Ronis da Silveira: manejo de jacaré exige conhecimento e inbfraestrutura comunitária (Foto: Divulgação)

Tema eleitoral

Para Ronis Da Silveira, o assunto costuma vir à tona na hora errada. “Esse tema geralmente vem à tona no período eleitoral. Então, já dá problema. Jacaré sempre foi assim. Um candidato aqui, outro ali, um com mais propriedade do que fala, outro totalmente sem noção do que está falando, mal assessorados. Mas o período político não é para discutir esse tipo de coisa”, afirma.

Ele também cita que a percepção do problema muda com o nível dos rios. “A abundância dos jacarés é sazonal. Na enchente, quando os rios sobem, eles se dispersam. E aí os problemas diminuem e não se discute. Na sequência, vem uma seca, às vezes muito acentuada, como agora, e o problema emerge de uma forma muito rápida. E nós, enquanto sociedade, enquanto governo, também não estamos preparados”.

Por isso, ele defende continuidade. “É preciso uma política de Estado, porque é algo estratégico para o Estado do Amazonas. Os governos são atores, eles vão se sucedendo, mas o que importa é ter um rumo”.

Por que o manejo não avançou

O pesquisador reconhece que houve avanços, mas diz que foram pequenos e localizados, principalmente na Reserva Mamirauá, no Médio Solimões. “Houve avanços. No entanto, esses avanços foram tímidos, foram localizados e, de uma certa forma, subsidiados por recursos públicos e de pesquisa”.

Ele aponta a complexidade da atividade e a dificuldade de logística. “O aproveitamento econômico dos jacarés em vida livre é complexo. O local é complexo, é longe, é remoto, é caro, tem problemas de abastecimento de energia. Quando você subestima essa dificuldade, a coisa não caminha”.

Segundo ele, faltou pesquisa aplicada, sobretudo com o couro. “Faltou pesquisa para produtos. Nós até fizemos, publicamos, mas foi, mais uma vez, pontual. Faltou pesquisa com couro, basicamente”.

Silveira explica por que o caminho escolhido foi outro. “Pegou-se um caminho da carne, historicamente. Na época eram veterinários, e veterinário tem mais intimidade com a carne do que com a pele em si. Todos muito excelentes, mas o caminho da carne foi um caminho difícil por causa da questão sanitária. No início nem tinha legislação, agora tem, mas mesmo assim a questão sanitária é complexa: fonte de água, tratamento de água, energia para se fazer tudo isso. Tudo isso tem um custo”.

Carne de jacaré: mercado consumidor ainda é escasso para o produto (Foto: Divulgação/ICMBio Cuniã-Jacundá)
Carne de jacaré: mercado consumidor ainda é escasso para o produto (Foto: Divulgação/ICMBio Cuniã-Jacundá)

O professor também faz autocrítica. “Acho que faltou competência, competência de todos nós. Faltou uma integração maior. Às vezes quer só ganhar um protagonismo, estou até falando dentro da comunidade científica. Nunca se destinou recursos em volume satisfatório e pegaram o caminho mais fácil”.

Esse caminho foi Mamirauá. “Na época, eu até ajudei a preparar esse caminho, porque tinha uma estrutura, tinha organização comunitária, ainda tem infraestrutura agora. Mas, às vezes, o caminho mais fácil, ou seja, nem lá deu muito certo, apesar de ter acontecido e vai cada vez melhorando”.

Sobre o que existe de concreto hoje, ele é direto. “De concreto mesmo, nós temos muito pouco. Mamirauá é um exemplo, é único, mas não é facilmente replicável. A base de abate é muito cara”.

Houve outra tentativa na RDS Piranha, em Manacapuru, que não avançou. “Depois descobriu-se que lá não é uma RDS estabelecida legalmente, então tudo foi desperdiçado.”

Pirarucu x jacaré

O professor compara as duas cadeias. Segundo ele, o pirarucu tem legislação mais fácil de ser atendida. “Jacaré, na legislação do Ministério da Agricultura, também entrou como peixe, mas na prática não é bem assim”.

Ele diz que as pessoas tinham conhecimento sobre o pirarucu, enquanto o do jacaré se perdeu. “Os avós caçaram os jacarés nos anos 70, os pais até, para peles. Era legal até 1967, e depois eles pararam, e essa cultura se perdeu. Não é só a cultura da pesca, da captura em si, mas conhecer um pouco da biologia, da ecologia, do comportamento”.

O pirarucu também passou por crise, mas a atividade não parou. “O pirarucu também fracassou, começou a voltar a partir de 2000, mas mesmo quando não tinha pirarucu, a pesca continuou, quando tinha pouco pirarucu. Então as pessoas estavam pescando, elas pescam diariamente, nas várzeas. E o jacaré teve esse intervalo”, explica.

Outro fator é o calendário. “Geralmente o período de extração do jacaré, em função da qualidade da água, acesso aos indivíduos, aos ambientes, se sobrepõe com o pirarucu. Então o pessoal acaba focando primariamente no pirarucu, e depois no jacaré, e já passou um pouco a época”.

Ele cita ainda um dado de campo. “A gente sabe também que o pessoal que vai nos lagos isolados atrás do pirarucu, alguns deles de difícil acesso, acabam comendo os ovos dos jacarés também”.

Exemplos fora do Amazonas

Silveira diz que há países e regiões onde o manejo de crocodilianos acontece há décadas. “Tem desde sistema totalmente fechado, sistema intermediário, onde se coleta ovos na natureza, e sistema de extração direta na natureza, que é o que nós estamos falando até agora”.

No Brasil, ele cita o caso do Lago do Cuniã, em Rondônia. “O manejo econômico de jacarés lá não é que dá lucro ainda, mas está acontecendo. Lá tem um facilitador, que é a proximidade da capital, Porto Velho, que não é o nosso caso. Mamirauá é longe. Mas nós temos outras áreas, outras RDSs, como a RDS  Piagaçu-Purus, por exemplo”.

Legislação travou o manejo

O secretário de Estado de Pesca e Aquicultura do Amazonas, Alessandro Cohen Melo, atribui à legislação ambiental a lentidão do manejo do jacaré no estado. “O manejo do jacaré não avançou em alguns momentos no estado do Amazonas devido à legislação ambiental”, afirmou.

De acordo com ele, o processo foi retomado do zero. “Nós estamos renovando, começando tudo do zero no governo Wilson Lima”.

Alessandro Cohen afirma que há uma ação conjunta da Sepa com o Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente. “Aí nós vamos mostrando que o manejo dá certo, nós vamos construindo a política de manejo para poder ampliar as espécies. Se esses pontos não forem atingidos, vai se voltar atrás de novo. Então nós estamos com muito cuidado, já trabalhando essa política”.

O secretário comparou a iniciativa ao cultivo de camarão, que também começou no estado, em cinco municípios. “Está nascendo um bebê. O jacaré e o camarão estão nascendo juntos de novo. Mas a política está sendo feita da maneira correta e eu espero que, se Deus quiser, a gente possa colher frutos logo, logo”.

O secretário explica que o mercado impõe outra restrição. “O problema todo é o seguinte: o comprador de jacaré só compra jacaré até dois metros. Acima de dois metros, ele não compra mais”.

Alessandro Cohen cita também o aproveitamento da carne. “Nós temos as questões de sanidade”, disse. Segundo ele, é preciso cuidado para que a carne não estrague. “Fica claro aqui que não é jacaré de qualquer tamanho, é até dois metros. Tem um tipo de sanidade para a questão da carne. Tem todo um cuidado para poder a gente estar avançando nesse aspecto”.

Cohen diz que os entraves ambientais vêm de longe. “Desde a época do Gilberto Mestrinho até a época do governo passado, antes do governador Wilson Lima, esses entraves vinham prejudicando a evolução do manejo do jacaré”.

Ele lembra que houve fábricas de beneficiamento no estado que não prosperaram. “Houve fábricas de manejo do jacaré em Presidente Figueiredo, houve fábricas instaladas no Careiro da Várzea que não prosperaram”.

Regras para a atividade

O Amazonas é o único estado com legislação específica para o abate de jacarés. O Instituto Mamirauá coordena desde 2000 o manejo comunitário de jacarés na Reserva Mamirauá, com pesquisas sobre o tema.

O primeiro abate autorizado ocorreu em 2020, com 28 jacarés-açu e produção de 600 quilos de carne, comercializados em Tefé (distante 520 km da capital). Na época, o manejo havia recebido autorização do Ibama e o primeiro plano entrou em vigor.

Com fins experimentais, o abate foi realizado pela Associação de Produtores do Setor Jarauá, com participação das comunidades e acompanhamento técnico.

Em 2025, o Ipaam autorizou o funcionamento do entreposto flutuante para manejo de jacarés na Reserva Mamirauá. A estrutura, no setor Jarauá, é o primeiro entreposto flutuante totalmente licenciado do Brasil e também o primeiro do país a receber dispensa ambiental.

A licença estadual concluiu a regularização do espaço, considerado importante para a atividade e a geração de renda das comunidades ribeirinhas. Atualmente, o projeto está em processo de renovação da regularização estadual. Um novo plano será enviado para obter a autorização federal, necessária para a continuidade do manejo.

“Para viabilizar a atividade, é necessário cumprir uma série de etapas. Os estudos precisam demonstrar que a retirada dos animais não compromete a manutenção da população e o plano de manejo deve ser submetido ao Ibama, que é responsável pela autorização do manejo de fauna silvestre em vida livre e pela definição das cotas de captura autorizadas. A participação das comunidades e a organização da atividade também são requisitos para o desenvolvimento do manejo”, diz o Ipaam.

Conforme a instituição, no Amazonas, o manejo de jacarés em unidades de conservação de uso sustentável segue regras específicas da Resolução Cemaam nº 08/2011. A atividade, porém, segue um modelo diferente do manejo do pirarucu.

“Além das autorizações, o manejo envolve desafios de logística, processamento e comercialização, especialmente porque a cadeia precisa garantir o aproveitamento dos animais e atender aos padrões necessários para a conservação e comercialização das peles. Esses fatores, somados às exigências técnicas, exigências sanitárias e à necessidade de organização comunitária, ajudam a explicar por que a atividade ainda ocorre em escala menor do que o manejo sustentável do pirarucu”, acrescenta o órgão ambiental.

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