
Do ATUAL
MANAUS – A comercialização de produtos das lavouras temporárias e permanentes do Amazonas atingiu R$ 3,84 bilhões em 2025, alta de 23,7% sobre 2024, quando alcançou R$ 3,11 bilhões. Em 2023, a produção agrícola do estado movimentou R$ 2,29 bilhões. Em dois anos, o crescimento foi de 67,9%, registra o IBGE (INsituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na pesquisa Produção Agrícola Municipal.
A área plantada passou de 121,8 mil hectares em 2023 para 164,8 mil hectares em 2025. A área colhida foi de 114,4 mil para 162,9 mil hectares no mesmo período.
Amazonas é o 21º lugar
Entre os estados, o Amazonas ficou na 21ª posição em valor da produção agrícola. Na Região Norte, o Pará lidera com R$ 38,38 bilhões, seguido por Tocantins (R$ 15,08 bilhões) e Rondônia (R$ 12,94 bilhões). O Amazonas vem à frente só de Roraima (R$ 1,95 bilhão), Acre (R$ 984,5 milhões) e Amapá (R$ 251 milhões).
No Brasil, o valor da produção das principais culturas chegou a R$ 927,2 bilhões em 2025, alta de 18,4% sobre 2024. O crescimento do Amazonas ficou 5,3 pontos percentuais acima da média nacional. A área plantada no país somou 101,3 milhões de hectares, expansão de 4,2%.
Mandioca lidera
A mandioca é o principal produto agrícola do estado, com R$ 1,31 bilhão comercializado em 2025 – 34,14% do valor total. Depois vêm banana (R$ 657 milhões), abacaxi (R$ 391,2 milhões), açaí (R$ 250 milhões) e melancia (R$ 206,9 milhões). As cinco culturas somam cerca de 73% do valor da produção agrícola amazonense.
De 2024 para 2025, a comercialização da mandioca subiu de R$ 1,02 bilhão para R$ 1,31 bilhão; a banana, de R$ 512,3 milhões para R$ 657 milhões; o abacaxi, de R$ 255,7 milhões para R$ 391,2 milhões; o açaí, de R$ 201,9 milhões para R$ 250 milhões; e a melancia, de R$ 141,8 milhões para R$ 206,9 milhões.
Itacoatiara
Itacoatiara registrou o maior valor de produção agrícola do estado em 2025, com R$ 481,1 milhões. Em seguida vêm Manacapuru (R$ 268,1 milhões), Presidente Figueiredo (R$ 252,4 milhões), Manicoré (R$ 231,2 milhões), Humaitá (R$ 216,5 milhões) e Rio Preto da Eva (R$ 208,7 milhões).
