
Do ATUAL
MANAUS – Quatro homens foram condenados pela morte de Ismael Calistro dos Santos Júnior, atropelado e morto a golpes de terçado em março de 2019, no Conjunto Águas Claras, bairro Novo Aleixo, zona norte de Manaus. Entre os condenados estão Maurício dos Santos, tio dos outros três: os irmãos Douglas Jhonathan e Mário Gabriel e Mário Lucas Barbosa dos Santos.
O julgamento ocorreu na segunda-feira (14) na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus. As penas dos condenados variam de 16 anos e 6 meses a 22 anos e 6 meses de prisão. Um quinto réu foi absolvido.
Segundo a denúncia do MPAM (Ministério Público do Amazonas), o crime ocorreu por uma disputa relacionada ao tráfico de drogas. Os acusados pretendiam se apropriar de entorpecentes que pertenciam à vítima.
Ainda conforme a denúncia, ao descobrir a intenção, Ismael foi até a residência dos acusados para ameaçá-los caso levassem o plano adiante. Os réus deixaram o local após a presença de policiais na área e, posteriormente, passaram a procurar a vítima.
Ismael foi encontrado por volta das 4h de 11 de março de 2019, na Rua Jardim Olinda, no Conjunto Águas Claras. De acordo com o Ministério Público, ele foi atropelado e depois atingido por golpes de terçado.
Maurício dos Santos foi condenado a 22 anos e 6 meses de reclusão. Na sentença, foi reconhecida a agravante de liderança na ação criminosa, além do uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Douglas Jhonathan Barbosa dos Santos e Mário Gabriel Barbosa dos Santos foram condenados a 19 anos e 6 meses de prisão cada um. Segundo a decisão, os jurados reconheceram a premeditação e a crueldade acentuada na execução.
Mário Lucas Barbosa dos Santos recebeu pena de 16 anos e 6 meses de reclusão. No caso dele, houve compensação integral entre a atenuante da menoridade relativa, por ter menos de 21 anos na época do crime, e a agravante relacionada ao recurso que dificultou a defesa da vítima.
Douglas Felipe Barbosa dos Santos, também irmão dos demais réus, foi absolvido. Os cinco acusados negaram a autoria do homicídio durante o julgamento.
