
Do ATUAL
MANAUS – Familiares de Edcarlos da Silva Borges, de 44 anos, desaparecido no município de Iranduba desde a noite de terça-feira (8), afirmam que ele foi assassinado por um colega de trabalho, um jovem de 18 anos.
Segundo a família, o jovem apresentou versões diferentes sobre o desaparecimento e, em uma delas, teria confessado o crime e dito que o corpo foi jogado no rio. Até o momento, o corpo não foi localizado.
De acordo com o sobrinho da vítima, Edcleiton Duarte Borges, Edcarlos trabalhava como gerente da embarcação Rebocador Paulo Vitor. No dia do desaparecimento, segundo ele, houve um desentendimento entre o marido e o jovem.
O desaparecimento foi registrado na polícia por Edmilson Barcelos Lima, identificado no BO (Boletim de Ocorrência) registrado na 31º (Distrito Integrado de Polícia) de Iranduba como comunicante. Ele é proprietário da embarcação.
Conforme o registro, Edmilson relatou ter recebido, por meio da mãe de Ronald, a informação de que quatro homens armados haviam invadido o rebocador, agredido os envolvidos e levado Edcarlos para um “local desconhecido”.
A versão, porém, é contestada pelos familiares. Segundo Edcleiton Duarte, durante o depoimento na delegacia, o jovem teria apresentado diferentes versões sobre o que aconteceu até admitir que matou Edcarlos.
“Já vai fazer quatro dias e não dão resposta de nada, nem aqui e nem aí [em Manaus]. Eles ainda saíram pela porta da frente, porque eles entraram com uma versão, mas acabou que a polícia pressionou eles, e eles confessaram. Falaram que jogaram na água. Acabaram saindo pela porta da frente”, relatou Edcleiton Duarte.
Em um outro BO, a ocorrência aparece como “desaparecimento de pessoa”. Em outro registro, constam as naturezas “homicídio simples” e “destruição, subtração ou ocultação de cadáver”.
Ajuda
O sobrinho pede ajuda para encontrar o corpo. Ele disse à reportagem que pediu ajuda ao Corpo de Bombeiros, mas foi informado de que os “especialistas” irão de Manaus, mas ele pede agilidade nas buscas pelo corpo e nas investigações. O receio é de que os suspeitos fujam da cidade.
“Eu ligo para o Corpo de Bombeiros daqui e dizem que eu preciso ligar para o 193, mas já liguei e eles me encaminham novamente para a unidade daqui de Iranduba”, relatou Edcleiton Duarte. Ele afirma que não houve nenhuma perícia no local do crime.
“Eu fui ao barco e bati foto, e ainda tem umas marcas de sangue, tem a cama dele [da vítima] e, cada dia mais, o tempo vai passando e não temos resposta nenhuma. Eles estão soltos aí e o corpo desaparecido”, disse.
O ATUAL solicitou nota da Polícia Civil do Amazonas sobre o caso, mas até a publicação da matéria não houve retorno.
