
Do ATUAL
MANAUS – O número de pessoas empregadas com carteira assinada no Amazonas é de 1,847 milhão no segundo trimestre de 2026, com 85 mil novos postos em relação ao período de janeiro a março. A taxa de desemprego no estado caiu de 8,3% para 7,5%. Apesar da alta na oferta de vagas, o salário médio do trabalhador recuou de R$ 2.840,00 para R$ 2.771,00. Os dados são do IBGE.
O crescimento do emprego foi puxado pelo setor público, que contratou 29 mil pessoas no período e alcançou 327 mil trabalhadores. A área de transportes também ganhou força. Em contrapartida, a indústria foi o único setor com queda expressiva, perdendo 32 mil postos de trabalho em um ano.
A informalidade é um dos maiores desafios do estado. Trabalhadores informais representam 51,7% do pessoal empregado. São 955 mil pessoas sem carteira ou garantias trabalhistas. É o terceiro maior índice do país, atrás apenas do Maranhão e do Pará.
No Maranhão, 56,9% dos trabalhadores está na informalidade e no Pará são 55,9%. O Maranhão também teve a maior proporção de trabalhadores por conta própria do Brasil (33,8%) e a menor taxa de carteiras assinadas no setor privado (53,6%), além de desemprego em 6,0%. O Pará registrou 30,3% de sua força de trabalho em ocupações por conta própria.
Por outro lado, diminuiu a quantidade de pessoas que desistiram de procurar emprego. O número de desalentados caiu de 66 mil para 41 mil no trimestre. O Amazonas criou mais vagas, mas concentradas no setor público e com salários menores.
