
Do ATUAL
MANAUS – O cabo Bruno Everson Pinto dos Santos, da Polícia Militar do Amazonas, foi preso suspeito de apoio logístico a traficantes envolvidos na morte do investigador da Polícia Civil do Estado Luciano Carvalho de Sena. Ele foi morto em uma operação do Denarc (Departamento de Investigação sobre Narcóticos) na sexta-feira (24) no bairro Alvorada, zona centro-oeste de Manaus.
A Polícia Civil identificou vínculo do PM com um dos veículos utilizados na ação e adulteração da placa de uma caminhonete usada pelos criminosos. O cabo foi preso em flagrante pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. A prisão foi mantida em audiência de custódia. O policial também responde a procedimento administrativo na corporação.
Na operação do Denarc foram apreendidos 829 tabletes de maconha, totalizando 862,6 quilos, além de 10 tabletes de cocaína. Também foram apreendidos coletes à prova de bala, armas de fogo, munições e os veículos utilizados pelos criminosos. Cinco pessoas foram presas.
Na madrugada de sábado (25), os policiais localizaram, em Itacoatiara, o principal suspeito de atirar contra o investigador. Segundo a Polícia Civil, Rafael Pereira Freitas reagiu à abordagem policial e, na troca de tiros, foi baleado e morreu.
Uma das presas, Meirilany Silva da Silva, irmã da esposa de Rafael, Mayara Silva da Silva, que estava com ele no momento da morte do investigador, teve a prisão preventiva inicialmente substituída por prisão domiciliar por estar grávida.
O Ministério Público do Amazonas recorreu da decisão judicial, alegando que a investigada teria participação relevante em uma organização criminosa de alta periculosidade e que a medida domiciliar seria insuficiente diante da gravidade dos fatos.
Após nova decisão da Justiça que restabeleceu a prisão preventiva da suspeita, Meirilany não foi localizada pelas equipes policiais e passou a ser considerada foragida da Justiça.
Outro investigado, Matheus Lima Assunção, também está preso.
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